Porto Alegre: Crise na saúde atinge Beneficência e Parque Belém; por Henrique Massaro/Correio do Povo Parque Belém fechou as portas e não parece ter perspectiva de retomada | Foto: Reprodução / Facebook Hospital Parque Belém / CP

Porto Alegre: Crise na saúde atinge Beneficência e Parque Belém; por Henrique Massaro/Correio do Povo

A Saúde no Rio Grande do Sul encontra na Capital dois casos que simbolizam a crise vivida em todo o Estado. Duas instituições com história em Porto Alegre, o Hospital Beneficência Portuguesa e o Hospital Parque Belém, vivem momentos distintos e que mostram, respectivamente, as dificuldades enfrentadas no dia a dia e aonde elas podem levar. Enquanto o Beneficência sofre com o fechamento de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), o Parque Belém já fechou suas portas e não parece ter perspectiva de retomada.

Protestos recentes realizados pelo Sindisaúde e pelo Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul (Sergs) junto a funcionários em frente ao Beneficência não deixam dúvida sobre a situação crítica da entidade. No final do mês de outubro, de acordo com informações do presidente do Sergs, Estevão Finger, dos 160 leitos do Hospital, apenas sete estavam ocupados. À época, o presidente do Sindisaúde, Arlindo Ritter, disse que, além dessa questão, outro problema era relativo aos salários. Segundo ele, havia um atraso de quatro meses nos pagamentos, além de condições precárias de trabalho e atendimento à população.

Uma das alternativas que chegou a ser especulada, após pedidos dos sindicatos, era uma intervenção do município na instituição. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no entanto, não há nenhum indicativo nesse sentido. Em entrevista à Rádio Guaíba, o coordenador em Atenção em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, João Marcelo Lopes Fonseca, afirmou que não há motivos para o Executivo imaginar a integração de um hospital privado, filantrópico e com uma mantenedora.

A Saúde também comunicou que o Beneficência encontra-se em déficit de aproximadamente R$ 5 milhões com a pasta por estar recebendo os repasses do SUS e atendendo um número baixo de leitos – conforme a SMS, apenas seis. Ou seja, o hospital não estava mantendo o atendimento de contrapartida conforme contrato estabelecido de R$ 1,7 milhão mensal.

O Hospital Parque Belém, por sua vez, possui 250 leitos, sendo que 50 deles são apenas para a saúde mental. Localizada na zona Sul de Porto Alegre, a instituição chegou a virar foco de uma união entre os governos estadual e municipal. O secretário estadual, João Gabbardo dos Reis, e municipal da Saúde, Erno Harzheim, reuniram-se em junho para firmar uma parceria estratégica com o objetivo de reabrir o hospital através de um financiamento conjunto. A reportagem completa está no Correio do Povo.

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