Deputado federal reafirma que “pequeno grupo de juízes gaúchos está ao lado de ato ilícitos”; por Voltaire Porto / Rádio Guaíba

Deputado federal reafirma que “pequeno grupo de juízes gaúchos está ao lado de ato ilícitos”; por Voltaire Porto / Rádio Guaíba

Uma semana após a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) ingressar com uma representação contra o deputado federal Nelson Marchezan, na Comissão de Ética, da Câmara Federal, o político decidiu reagir ao quebrar o silêncio sobre a ação contra ele. “Eu lastimo que a Ajuris tenha ficado ao lado do desvio de recursos públicos e não ao lado do judiciário, dos juízes honestos e dos atos lícitos. Apenas falei a verdade, que eles se apropriaram indevidamente de recursos públicos com a Parcela Autônoma de Equivalência, referente ao auxílio moradia, além das diferenças da URV. Outro foco deste movimento foi minha crítica aos juízes do Paraná, que perseguem através de processos jornalistas de um veículo por terem divulgou os salários dos magistrados”, declarou.

Marchezan não acredita no sucesso da queixa da Associação em Brasília e classifica o ato como tentativa de intimidação. “É uma clara tentativa de um pequeno grupo de juízes de intimidar, assim como fizeram com jornalistas do Paraná. Esta representação é para tentar calar denúncias e por ser muito mais do que imoral não deve ter consequências”, projetou.

A Ajuris ingressou com a representação contra o político gaúcho por quebra de decoro parlamentar. O pedido questiona a legitimidade da afirmação de Marchezan que, no mês passado, usou, em Plenário, a expressão “bandidos de toga”, em referência aos benefícios pagos retroativamente aos magistrados do Rio Grande do Sul.

No discurso em plenário, Marchezan lembrou que os juízes do Estado já “receberam mais de R$ 500 milhões de auxílio-moradia retroativo”. Na fala, ele apontou que “não tem previsão legal, não tem decisão judicial e está prescrito”. Por fim, o deputado sustenta que os juízes “receberam os valores a frente das senhoras que estão esperando há 20, 30 anos os precatórios”.

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