Eleições 2016: Depois de mais de 20 anos, PTB quer ter candidato próprio para a prefeitura de Porto Alegre; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Eleições 2016: Depois de mais de 20 anos, PTB quer ter candidato próprio para a prefeitura de Porto Alegre; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Depois de mais de 20 anos sem apresentar uma candidatura própria a prefeitura da Capital, o PTB pretende quebrar este paradigma nas próximas eleições. A possibilidade de ser cabeça de chapa ganhou mais força com a informação desta semana, quando for confirmada a ida de mais dois vereadores para o PTB. Este movimento transforma a bancada trabalhista como a  maior da Câmara Municipal.

O nome do próprio presidente do PTB de Porto Alegre, Mauricio Dziedrick, é cotado para disputa. Ele confirma a possibilidade, mas coloca outros nomes a sua frente. “Esta possibilidade existe e já estamos discutindo. Antes de mais nada, o primeiro nome para mim a prefeitura sempre vai ser o de Sérgio Zambiasi e ele será imediatamente consultado. Se houver negativa não será por falta de nomes que deixaremos de ter um candidato a prefeitura de Porto Alegre e eu conheço os problemas da cidade. Me sinto preparado para ficar à disposição do partido, que depois de tanto tempo esta decido por ficara frente neste pleito”, adiantou.

Mesmo que sinalize pela dependência de um aval do ex-senador, Sérgio Zambiasi, já existe uma orientação da direção nacional para que Dziedrick concorra para prefeito de Porto Alegre. Ele foi o principal articulador para permitir o acréscimo considerável da bancada de vereadores, na Capital. Foram atraídos para a legenda os parlamentares, Luciano Marcantônio, do PDT, além de Mario Manfro, da Rede.

O PTB tem papel central na atual administração que, desde 2004, dirige Porto Alegre a partir da eleição de José Fogaça, até então pelo PPS. Um dos protagonistas deste processo foi o trabalhista, Eliseu Santos, que ocupou o posto de vice-prefeito e de secretário da Saúde. Com a morte de Eliseu Santos, em 2010, o PTB abriu mão da indicação de vice para o PDT, mas se manteve fiel a aliança que permanece até hoje no Paço Municipal.

O político foi assassinado numa tentativa de roubo a carro, no bairro Floresta. (Voltaire Porto/Rádio Guaíba)

Cidade Direito Eleições 2016 Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura