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Eleições 2016: Luciana Genro cogita questionar edital do transporte público. Pré-candidata do PSol abriu série de entrevistas para o A Cidade É Sua, a dez meses das eleições

Dez meses antes das eleições, o programa A Cidade É Sua, da Rádio Guaíba começou hoje a ouvir os candidatos à Prefeitura de Porto Alegre em potencial. O ano marca a corrida pela sucessão do prefeito José Fortunati (PDT), que não pode disputar a reeleição.

Confirmada como candidata pelo PSol, Luciana Genro respondeu sobre temas como segurança, transporte, infraestrutura e moradia popular. Inicialmente, ela defendeu a possibilidade de se fazer política sem roubo.

Na próxima sexta-feira, o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, que já confirmou ser candidato pelo PMDB, vai ser o segundo entrevistado. Confira trechos da entrevista de hoje:

Transporte

“É possível reduzir o valor da tarifa de ônibus de Porto Alegre. Na Carris, nós temos uma situação muito ruim, pois há poucos funcionários que ganham muito dinheiro e os demais ficam à margem.

Eu gostaria que a Carris fosse responsável por toda frota de Porto Alegre. Sobre o edital, a mudança real é que as pessoas vão sentir com a licitação são dois reajustes na tarifa. Vamos estudar juridicamente também a possibilidade de anular essa licitação”.

Metrô

“Ano após ano, os candidatos fazem propagandas sobre o metrô de Porto Alegre. Mas, metrô que é bom, nem sombra. Por isso, temos que lutar para que o metrô se realize de fato. Os BRTs – sistema de transporte público baseado no uso de ônibus de tráfego rápido – pode ser uma opção, mas não basta ter apenas ônibus, precisamos lutar pelo metrô. Além disso, o aeromóvel pode ser uma alternativa”.

Segurança

“Esse problema é gravíssimo e nos remete à situação do Estado, de falta de brigadianos e chamamentos suspensos. A Prefeitura precisa trabalhar de forma integrada com o Governo do Estado. Gostaria que nós tivéssemos uma mudança completa na nossa polícia, incluindo a Guarda Municipal, porque a polícia também é uma vitima deste processo. Parte dos policiais trabalha com coletes vencidos ou em viaturas ruins. Mas, também não podemos ter uma polícia que fuzile um engenheiro após romper uma barreira, sendo que isso acontece todos os dias em vilas de Porto Alegre”.

Serviço social

“A assistência social de Porto Alegre está desmantelada em uma situação gravíssima. A Prefeitura não tem programa próprio e, por isso, precisamos fortalecer o o sistema de assistência social”.

Funcionalismo

“A gente tem uma falta de valorização do funcionalismo público. Os cargos de confiança (CC) vem de fora e muitas vezes estão tomando conta do serviço. Queremos reduzir drasticamente os CCs, mas sem afetar o serviço público. Vamos valorizar o concursado que é um profissional que vai investir na carreira, ao contrário de um CC. É inaceitável que as pessoas fiquem sem água porque o DMAE não tem funcionários”. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

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