Eleições 2016: Marchezan e Melo arrecadaram até agora só 20% do valor permitido em campanha; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba Campanhas receberam cerca de R$ 3 milhões. Teto é de mais de R$ 15 milhões. Fotos: Correio do Povo

Eleições 2016: Marchezan e Melo arrecadaram até agora só 20% do valor permitido em campanha; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Faltando duas semanas para a realização do segundo turno das eleições em Porto Alegre, os dois postulantes ao Paço Municipal arrecadaram juntos cerca de 1/5 do valor permitido pela Justiça para custear a campanha eleitoral. Conforme a Justiça Eleitoral, no primeiro turno, o teto de arrecadação era de R$ 5,84 milhões. Para o segundo turno, podem ser gastos mais R$ 1,75 milhão. Individualmente, com isso, cada candidato em Porto Alegre tinha permissão para arrecadar e usar quase R$ 7,6 milhões. Somadas as duas chapas, o total passa de R$ 15 milhões. Até agora, porém, foram recolhidos, com doadores, cerca de R$ 3 milhões.

Conforme o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Nelson Marchezan Jr. (PSDB) é, até o momento, o que mais arrecadou: R$ 1,95 milhão. Atrás dele, Sebastião Melo (PMDB) recebeu 1,1 milhão. Os maiores financiadores dos candidatos são os próprios partidos: o PMDB estadual e distrital doou R$ 300 mil para Melo e o PSDB nacional repassou R$ 150 mil para Marchezan.

O prazo para a prestação de contas no TRE termina 30 dias após as eleições. Até a data do pleito, novos valores ainda podem ingressar na prestação. O financiamento empresarial para campanhas passou a ser proibido em 2016. Apenas doações vindas de pessoas físicas ou de diretórios partidários podem ser computadas legalmente.

Os outros sete candidatos que disputaram o pleito no primeiro turno arrecadaram juntos R$ 1,9 milhão, conforme a prestação parcial mais recente. Dos nove postulantes ao cargo, apenas João Carlos Rodrigues (PMN) ainda não declarou valor algum à Justiça Eleitoral.

O candidato Raul Pont (PT) declarou R$ 794,4 mil em caixa. Maurício Dziedricki (PTB) aparece com R$ 449,5 mil, seguido de Luciana Genro (PSol), que arrecadou R$ 409,6 mil. Fábio Ostermann (PSL) recebeu R$ 230,8 mil, contra os R$ 14 mil de Júlio Flores (PSTU). Marcelo Chiodo (PV) declarou apenas R$ 2,5 mil à Justiça Eleitoral, que ele mesmo doou.

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