Eleições 2018: Ciro Gomes discute com presidente da Farsul durante passagem pela Expointer. Veja o vídeo; por Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo Presidenciável se desentendeu com Gedeão Pereira ao falar sobre subsídios ao setor agropecuário. Foto: Guilherme Testa/Correio do Povo

Eleições 2018: Ciro Gomes discute com presidente da Farsul durante passagem pela Expointer. Veja o vídeo; por Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo

O candidato à Presidência pelo PDT Ciro Gomes cumpriu extensa agenda de campanha nesta sexta-feira na Expointer, em Esteio, apesar da chuva. Ciro visitou estandes, acompanhado pelo candidato ao governo Jairo Jorge (PDT), conheceu parte dos empreendimentos da feira e também foi recebido por representações de entidades participantes do evento. “Vim apresentar e defender um projeto nacional de desenvolvimento, baseado na recuperação da indústria, na restauração do crédito das famílias brasileiras, na geração de empregos e no investimento público e privado”, disse o candidato.

Ciro também defendeu o suporte governamental à produção agropecuária e sustentou que seus adversários no pleito representam o “fim do subsídio para o campo”. “Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) são iguais”, qualificou-os.

Na Farsul, o que seria uma visita de cortesia se transformou em debate político e ideológico. Durante a apresentação da pauta ruralista, Ciro e o presidente da entidade, Gedeão Pereira, protagonizaram um embate acerca de suas visões políticas. “Nós, aqui na Farsul, somos defensores irredutíveis do direito à propriedade privada. Estamos preocupados com a segurança jurídica, que foi relativizada nos últimos anos por ideologias de esquerda em questões como reforma agrária, demarcações indígenas e quilombos, além de questões ambientais. Queremos um Estado menor, privatizações e necessidade de investimentos em infraestrutura”, definiu o dirigente da Farsul.

Ciro disse que discordava de parte das visões e citou que o adversário Bolsonaro (PSL) “tem defendido a privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES, o que pode representar o fim do subsídio para a agricultura no país”, apontou. Gedeão reagiu, sustentando que “não há subsídio para a agricultura”. Ciro interveio, argumentando que a agricultura recebe R$ 158 bilhões ao ano em créditos relativos a abatimento de juros através das instituições públicas de fomento. “Posso dizer na minha campanha então que o presidente da Farsul não quer mais o subsídio público? Respeito muito o serviço que o agronegócio presta à nação, mas querer um Estado mínimo e ao mesmo tempo que o governo garanta a infraestrutura e financiamento não faz sentido. É uma visão liberaloide estúpida e egoísta”, definiu Ciro. (Correio do Povo)

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