Benefício será dado a quem fizer a quitação do tributo até o dia 3 de janeiro LUIZA PRADO/JC

Em carta a Celso de Mello, Bolsonaro diz que Supremo é ‘o guardião da Constituição’. Decano havia classificado como ‘inconsequente e golpista’ as declarações do filho do candidato, Eduardo Bolsonaro, que falou que bastam ‘um soldado e um cabo’ para fechar a Corte; de O Estado de São Paulo

O candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, enviou nesta segunda-feira, 22, uma carta ao ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello após o magistrado classificar como ‘inconsequente e golpista’ as declarações do filho do candidato, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que disse que bastam “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo. No texto enviado ao decano, o presidenciável afirma que o STF é o “guardião da Constituição” e que “todos temos de prestigiar a Corte”

Na carta, Bolsonaro fala ainda em “angústias” e “ameaças” sofridas durante a campanha das eleições 2018 o candidato sofreu um atentado no dia 6 de setembro em Juiz de Fora (MG).  “Quero, por escrito, deixar claro que manifestações mais emocionais, ocorridas nestes últimos tempos, se mostram fruto da angústia e das ameaças sofridas neste processo eleitoral.”

Outros ministros do Supremo também se manisfestaram sobre as declarações de Eduardo Bolsonaro. Alexandre Moraes afirmou que fala de deputado é “absolutamente irresponsável” e pediu investigação da PGR. Em nota oficial, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, saiu em defesa da Corte e afirmou que “atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia”.

Nesta segunda, Bolsonaro já havia se pronunciado sobre as declarações do filho. “Eu já adverti o garoto”, afirmou o candidato sobre o filho de 34 anos. “É meu filho. A responsabilidade é dele. Ele já se desculpou. Isso aconteceu há quatro meses. Ele aceitou responder a uma pergunta sem pé nem cabeça, e resolveu levar para o lado desse absurdo aí. Temos todo o respeito e consideração com os demais poderes, e o Judiciário obviamente é importante.”

Leia a reportagem completa e a íntegra da carta em O Estado de São Paulo.

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