Em meio a críticas após alagamento, Prefeitura cita melhorias no entorno da Arena do Grêmio; por Ananda Muller/Rádio Guaíba Com a OAS em recuperação judicial, restou à Prefeitura recorrer à Procuradoria-Geral do Município, que trava diálogos com a empreiteira para buscar um acordo acerca das contrapartidas à construção do estádio, que ainda não saíram do papel. Foto:O Expresso

Em meio a críticas após alagamento, Prefeitura cita melhorias no entorno da Arena do Grêmio; por Ananda Muller/Rádio Guaíba

 Após o prefeito Nelson Marchezan Jr se envolver em uma discussão na rede social Twitter acerca da situação do entorno da Arena do Grêmio em dias de chuva, a questão das obras de contrapartida da OAS para o bairro Farrapos voltaram à tona, nesta quinta-feira. O secretário de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, garantiu hoje que uma série de obras está sendo licitada, além daquelas em fase de execução na região do estádio. Nenhuma, no entanto, envolve a contrapartida prevista no contrato firmado entre o poder público e a OAS.

À época, obras com valor total de aproximadamente R$ 100 milhões foram previstas para a área do hoje bairro Farrapos, contemplando, principalmente, a duplicação da avenida A. J. Renner e o sistema de drenagem. Até agora, no entanto, nada saiu do papel. Com a OAS em recuperação judicial, restou à Prefeitura recorrer à Procuradoria-Geral do Município, que trava diálogos com a empreiteira para buscar um acordo acerca do tema.

Conforme Rosário, “foi possível dobrar a operação da casa de bombas nº 5, no bairro Farrapos, graças ao financiamento privado, da própria comunidade, no valor de R$ 124 mil”. Além disso, a licitação para a instalação de novas bombas na casa nº 4 também deve duplicar a operacionalidade desse posto, que igualmente atua no Farrapos.

Ramiro também ressaltou que a Prefeitura notificou o Dnit e a CEEE por obras irregulares na região do bairro Farrapos. No caso do Dnit, um dos pilares da alça de acesso à BR-448 foi erguido sobre um canal de escoamento de água. Já a CEEE instalou estruturas com supostas irregularidades estruturais, em uma subestação da região, o que também afeta, segundo o secretário, o escoamento das vias do bairro.

Pelo menos três licitações também devem auxiliar no serviço de drenagem da área. Um certame para reparos elétricos das casas de bombas de Porto Alegre entrou em fase final e deve contribuir para a eficácia do sistema. Já um edital para reparos mecânicos vai ter de ser relançado, já que a empresa vencedora não cumpriu com o cronograma de execução. Ambos os processos são considerados pela prefeitura como “cruciais” para abrandar a questão.

Já os arroios da Capital serão beneficiados com o serviço de dragagem, a partir da próxima segunda-feira. O contrato já foi assinado, e a empresa responsável deve cuidar desse serviço pelo valor de R$ 4,5 milhões. Ações preventivas também são classificadas pela secretaria como essenciais pra evitar alagamentos futuros na Capital.

O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr, afirmou que “não entende porque o assunto volta a tona”, já que os problemas são conhecidos há tempos. Ele ressalta que houve projetos de obras de compensação ambiental e de impacto na região onde o estádio foi construído, mas que “nada foi feito até agora”.

Bolzan Jr reforçou que o clube se retirou das negociações para aquisição total dos direitos de posse sobre a Arena até que a empreiteira se posicione sobre a questão. Além disso, ponderou que o poder público precisa tomar providências acerca da região para além do estádio, já que a comunidade padece com questões que transcendem àquelas inerentes à obra do complexo.

Em paralelo, a Justiça mantém o embargo do habite-se de cinco das sete torres do Condomínio Liberdade, construído pela OAS na zona Norte, até que a empresa execute as contrapartidas acertadas para a execução da Arena.

Cidade Destaque Poder Política Porto Alegre