Em Porto Alegre Dilma pedala na zona Sul. Presidente afastada pode ficar na Capital gaúcha até terça-feira Dilma Rousseff pedala pela orla do Guaíba. Foto: Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Em Porto Alegre Dilma pedala na zona Sul. Presidente afastada pode ficar na Capital gaúcha até terça-feira

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) que chegou a Porto Alegre na noite passada já realiza seus exercícios matinais.  Agora pela manhã, ela deixou de carro a residência na Zona Sul da Capital e seguiu para o Centro da Cidade de onde retornou para casa de bicicleta acompanhada por seguranças. Dilma chegou a Porto Alegre por volta das 23 horas, da noite passada. A bordo de um jato Legacy, da Força Aérea Brasileira, ela desembarcou após as 21h, na Base Aérea de Canoas. Dilma passa o fim de semana com a filha, Paula, e os netos, podendo permanecer na Capital até a próxima terça-feira.

À tarde, Dilma concedeu uma entrevista coletiva a órgãos de imprensa convidados, no Palácio da Alvorada (residência oficial do presidente da República), e protelou a viagem a Porto Alegre porque decidiu atender a imprensa internacional, até o fim da tarde. Em uma das entrevistas, de cerca de 45 minutos, ela criticou a ausência de mulheres e negros no Ministério do presidente interino Michel Temer (PMDB). “A questão de gênero é democrática, fundamental num País em que a maioria, mais de 50% são mulheres”, disse. Dilma também expressou confiança de que vai ter sucesso no julgamento do impeachment no Senado. Ela reiterou, ainda, que vai viajar, para onde for convidada, a fim de defender o mandato.

A permanência de Dilma em Porto Alegre deve anteceder uma série de viagens dela pelo Brasil e exterior denunciando a ilegitimidade do processo de impeachment. A presidente usou o Legacy porque perdeu o direito a utilizar o Airbus presidencial, desde ontem à disposição do presidente em exercício.

Além do transporte oficial (com avião e helicóptero da FAB e os carros oficiais), a presidente pode manter, enquanto estiver afastada, salário integral, o uso do Palácio do Alvorada, segurança pessoal, assistência saúde e a equipe de assessoria do gabinete pessoal. Os direitos de Dilma foram definidos e anunciados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.

Ontem, após fazer dois discursos em que defendeu estar sendo injustiçada e vítima de um “golpe”, ela se despediu dos manifestantes que foram ao Palácio do Planalto e se dirigiu ao Palácio da Alvorada, residência oficial e onde vai continuar morando até que o Senado julgue se ela cometeu crime de responsabilidade ou não.

Após ser notificada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, ela vai ter prazo de 20 dias corridos para apresentar a defesa. ( Rádio Guaíba e TV Record)

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