Em Porto Alegre, Fux evita falar sobre suspensão de impeachment, mas critica judicialização da política; por Samantha Klein/Rádio Guaíba 'O Parlamento empurra as decisões para o Judiciário. É uma delegação espúria, na medida em que não fomos eleitos para tal', sustenta ministro do STF. Foto: Samantha Klein/Rádio Guaíba

Em Porto Alegre, Fux evita falar sobre suspensão de impeachment, mas critica judicialização da política; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Em Porto Alegre para realizar uma palestra sobre o novo Código de Processo Civil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux evitou hoje falar sobre a decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a votação da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, realizada em 17 de abril.

Na última sexta-feira, Fux rejeitou um mandado de segurança movido pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP). O ministro entendeu que não cabe ao Judiciário definir a continuidade ou não processo de impedimento. Hoje, ele criticou a judicialização da política.

“O Parlamento tem que resolver seus próprios problemas. Ele não faz, evidentemente, para não assumir uma postura social que desagrade o eleitorado. Dessa forma, o Parlamento empurra as decisões para o Judiciário. É uma delegação espúria, na medida em que não fomos eleitos para tal”, sustenta Fux.

Já no Senado, o presidente Renan Calheiros definiu que o processo de impeachment vai continuar na Casa, mantendo assim a votação do relatório na próxima quarta-feira. A expectativa é de que a Advocacia Geral da União (AGU) recorra dessa decisão.

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