“Estão empurrando o pessimismo em nossas cabeças”, afirma Alexandre Garcia na Expoagas O jornalista abordou questões sobre desenvolvimento econômico, renovação do congresso e futuro do Brasil. Foto: Dani Villar

“Estão empurrando o pessimismo em nossas cabeças”, afirma Alexandre Garcia na Expoagas

O jornalista Alexandre Garcia participou da 38° Convenção Gaúcha de Supermercados – Expoagas 2019 com a palestra “O Brasil em 2020: Cenários políticos e os impactos no consumo”, na manhã desta quinta-feira (22), no Teatro do Sesi. Para ele, o Brasil está em fase de renovação, entretanto, os brasileiros insistem em acreditar que as mudanças feitas, desde outubro do ano passado não são positivas. “Passei a minha infância, adolescência e fase adulta ouvindo que o Brasil era o país do futuro, mas onde está esse futuro que não chega nunca? Se chegou para os Estados Unidos e Austrália, vai chegar aqui também”. Convicto, Garcia acredita em um futuro próspero para o Brasil, no qual as pessoas valorizam o que há de bom e compreendem que a renovação é um ponto positivo. “Estão empurrando o pessimismo em nossas cabeças, quero falar hoje sobre nosso futuro e nossas esperanças”, afirma.

Segundo o jornalista, a Constituição de 88 foi moldada sob a síndrome do prisioneiro político, que deu todos os direitos aos bandidos e não aos inocentes. “Na escola primária estudávamos os direitos e deveres do cidadão brasileiro, hoje temos muitos direitos e poucos deveres”. O palestrante afirma ainda que é preciso agir e se a população brasileira viveu o milagre econômico foi porque ela mesma buscou esse cenário. “Foi o nosso otimismo e entusiasmo. Ninguém investe agora para lucrar hoje, nós lucramos no futuro e se formos pessimistas esse cenário fica impossível”, completa. Para Garcia, o mesmo aplica-se às reformas da previdência, política e tributária, que irão colaborar para construção de um futuro próspero para o país. “A renovação no Congresso está agregando muita gente boa, que trabalharão para desenvolver o Brasil por meio da aprovação das reformas”.

O jornalista acredita que o brasileiro é culturalmente pessimista e tem o costume de torcer contra as mudanças por mais benefícios que elas indicam. “Quando lançado o plano real, colegas afirmavam que ele não chegaria até o final do ano e ainda torceram para que o projeto desse errado. Qual a necessidade disso?”, relembra. Em razão disso, o palestrante afirma que a população brasileira esquece os fatores positivos. “Preferimos falar do Beira-Mar ou do Lula do que enaltecer a professora Helen, que deu a vida para salvar mais de 20 crianças”.

Entretanto, Alexandre Garcia disse que os brasileiros fizeram uma grande revolução em outubro do ano passado e um grande passo em direção a mudança e renovação política que o país tanto necessita foi dado. “De forma pacífica, a população passou por cima de diversos desafios com o poder do voto. Passou por cima dos meios de informação e também de grandes quantias em dinheiro, visto que uma campanha de dois milhões de reais venceu a eleição”, pontuou.

Segundo ele, o presidente da república foi eleito para mandar no poder executivo e deve interferir na Receita Federal, na Polícia Federal e nos demais órgãos. “Como toda mudança, as pessoas estranham. E, atualmente, criticam a postura quando o poder é exercido”.

Por fim, relatou que bipolarização do Brasil não é algo negativo e explicou: “a Rússia, por exemplo, ficou monopolarizada por 70 anos. A China é até hoje. Não é isso que queremos, falamos tanto em diversidade de sexo, gênero, raça, mas não de pensamento. Desejam que todos pensem igual, sem a liberdade de ter ideias diferentes”. Para Garcia, além dos meios de informação, todas as pessoas possuem voz por meio das redes sociais e este processo faz a população reagir. “Temos que sair do ciclo vicioso do pessimismo e entrar no ciclo virtuoso. O futuro do país está nas mãos dos brasileiros”, concluiu.

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