Estudantes da rede estadual invadem a Assembleia para pedir retirada de projeto de lei. Grupo pretende ficar no local por tempo indeterminado Estudantes ocuparam o saguão da Assembleia Legislativa. Foto: Alina Souza/Correio do Povo

Estudantes da rede estadual invadem a Assembleia para pedir retirada de projeto de lei. Grupo pretende ficar no local por tempo indeterminado

Cerca de 50 estudantes que fazem parte das ocupações de escolas invadiram, na tarde de hoje, o saguão de entrada da Assembleia Legislativa, no Centro da Capital. O grupo exige a retirada de pauta do PL 44/2016, que deve ser votado amanhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A matéria pode ampliar a interferência da iniciativa privada em serviços públicos.

Funcionários das escolas e professores também fazem parte da manifestação. Seguranças da AL não agiram para retirar o grupo até o momento. Segundo a assessoria da presidência da Casa, os manifestantes não pediram audiência com a deputada Silvana Covatti.

O grupo fazia concentração em frente ao Palácio Piratini, desde as 14h, e previa, de início, fazer uma vigília na Praça da Matriz. Apesar de terem recebido a visita do secretário da Educação do Estado, Luís Alcoba, nessa manhã, em mais uma tentativa de negociação, representantes da ocupação do Colégio Protásio Alves reforçaram a decisão conjunta de resistir. Alcoba argumentou aos estudantes que há possibilidade de emendas no PL  44 para que a proposta não impacte o setor da educação.

Em nota do Comando Estudantil das Escolas Ocupadas, os secundaristas reconhecem alguns avanços nas propostas apresentadas pela Secretaria da Educação, como a liberação de uma verba emergencial de R$ 40 milhões para reformas, mas entendem que a oferta é insuficiente. Uma insistência dos estudantes é que o Executivo garanta, de antemão, que não vai sancionar o projeto de lei ‘Escola sem Partido’, de autoria do deputado Marcel van Hattem (PP), caso o texto seja aprovado na Assembleia Legislativa.

O movimento estudantil também lamenta que o governo tenha enviado mensagens de áudio aos pais, durante o final de semana, sugerindo que as aulas sejam retomadas normalmente nesta segunda. De acordo com o Cpers Sindicato, dez mil mensagens de telemarketing foram contratadas pelo governo com essa finalidade. (Rádio Guaíba)

Cidade Comportamento Direito Educação Notícias Poder Política Prédio Segurança

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *