FEE: PIB gaúcho de 2015 cai 3,4%; por Marco Aurélio Ruas/Correio do Povo

FEE: PIB gaúcho de 2015 cai 3,4%; por Marco Aurélio Ruas/Correio do Povo

O Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho fechou com queda de 3,4% em 2015. De acordo com dados estatísticos divulgados nesta quarta-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), o resultado negativo decorreu do baixo desempenho da atividade econômica, exceto no setor de agropecuária, que encerrou o ano com alta de 13,6%. Em contrapartida, a indústria obteve a maior taxa negativa, com -11,1%. A atividade foi seguida pela arrecadação de impostos (-8%), o Valor Adicionado Bruto (-2,7%) e Serviços (-2,1%).

De acordo com o coordenador do Núcleo de Contas Regionais da FEE, Roberto Rocha, os quatro segmentos da Indústria tiveram redução significativa. “O resultado foi liderado pela indústria de transformação, que caiu 13,5%, seguida pela construção (-6,6%) e indústria extrativa (-5,2%)”, relatou. Com isso, a Indústria contribuiu com -2,3 pontos percentuais (68%) da queda do PIB do Estado. Por outro lado, a Agropecuária amenizou o resultado gaúcho, contribuindo com 1,2 pontos percentuais ao crescimento do PIB.

Soja ajudou para o crescimento da agropecuária

As condições meteorológicas positivas para os principais segmentos e a desvalorização do real frente ao dólar aliado às exportações foram os principais fatores que contribuíram para o crescimento. A soja em grão foi o produto com a maior taxa, de 20,4%. “O crescimento da colheita da soja foi resultado do aumento tanto da área (5,6%) quanto da produtividade (14,1%)”, ressaltou Rocha.

Queda menos acentuada em comparação com PIB brasileiro

Em comparação com o PIB brasileiro, o resultado gaúcho teve uma queda menos acentuada. O PIB do Brasil fechou o ano passado com queda de 3,8%. A Agropecuária é a atividade econômica que demonstra maior diferença na comparação entre o quadro nacional e estadual.

No RS, o setor obteve um resultado quase oito vezes superior. Entretanto, a Indústria e a arrecadação de impostos tiveram resultados menos desfavoráveis no âmbito nacional.

Por conta do reajuste nos preços dos combustíveis e da energia elétrica, o impacto da desvalorização cambial e o impacto da maior redução nos preços dos minerais em relação às commodities agrícolas, o Estado passou a ter uma participação maior na economia brasileira, passando de 6,3% para 6,6%.

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