Cinema: Filme de atriz, cineasta e jornalista gaúcha conquista crítica nos Estados Unidos. “Os Paises que amamos” conta os problemas dos que imigram legalmente para a terra do Tio Sam “Os Países que Amamos”, curta-metragem dirigido e estrelado por Priscila Zortea, retrata os desafios dos imigrantes legais na terra do Tio Sam.

Cinema: Filme de atriz, cineasta e jornalista gaúcha conquista crítica nos Estados Unidos. “Os Paises que amamos” conta os problemas dos que imigram legalmente para a terra do Tio Sam

Lançado no segundo semestre de 2018 o curta-metragem “Os Países que Amamos”, dirigido e estrelado pela atriz, cineasta e jornalista gaúcha Priscila Zortea, está fazendo sucesso no circuito cinematográfico norte-americano. Mistura de ficção e histórias reais, o filme segue a trajetória de de três mulheres brasileiras que vivem na terra do Tio Sam. Elas são determinadas e resilientes, mas os obstáculos da vida fazem com que elas questionem suas decisões.

O retrato criado por Priscila Zortea em sua produção já está inscrito para participar de três importantes festivais de cinema dos Estados Unidos, fruto de sua bem-sucedida trajetória nos locais onde foi exibido e do impacto que a história causa nos espectadores. Em março, o filme participa do First-Time Filmmakers Session, competição online que acontece em todo o mundo, onde o público pode acessar as películas em computadores e smartphones, pagando uma taxa. A partir disso, podem assisti-los e votar nos seus preferidos. O evento integra a grande franquia Lift-Off Film Festival, realizada nas maiores cidades do planeta.

OS Países Que Amamos (2)Em abril, “Os Países que Amamos” está inscrito no Indie Pasion Film Festival, circuito anual de filmes ibero-americanos independentes que acontece entre os dias 4 e 7 do próximo mês, em Miami. O festival é um fórum para promoção e exibição de longas-metragens, curtas-metragens, documentários e animações realizados por cineastas ibero-americanos, retratando a cultura das comunidades que falam espanhol e português. Já no dia 10 de julho o filme da gaúcha participa do Olympus Film Festival, em Los Angeles.

– Fico muito feliz em ver que o filme está sendo muito bem aceito pelo público e pelos críticos cinematográficos. Busquei produzir algo que abordasse o tema da imigração nos Estados Unidos de uma forma diferente, ou seja, mostrar que mesmo os imigrantes legais que contribuem para o desenvolvimento da sociedade americana enfrentam muitos desafios e obstáculos – ressalta Priscila Zortea.

A gaúcha lembra que a ideia foi desvincular a velha premissa de que imigrantes sempre estão fazendo algo que não seja bom, como cruzar a fronteira ilegalmente, trabalhar sem permissão legal ou outros atos ilegais.

– Moro nos Estados Unidos há quase 10 anos e percebi que seria possível, sim, mostrar que os imigrantes cumprem um papel fundamental no crescimento do país. A aceitação que o filme está tendo me leva a crer que esse objetivo foi concretizado – enfatiza a cineasta e atriz.

“Os Países que Amamos” é o primeiro roteiro assinado por Priscila Zortea, que dirigiu, produziu e atuou no filme, no papel de Jessica, jornalista que se muda para os Estados Unidos para ser correspondente internacional. O elenco da película conta ainda com Gabriela Duarte, que interpreta Nicole, atriz que sonha em trabalhar no show business americano, Kaanda Gontijo, que dá vida à personagem Luciana, cientista feminina que luta para se destacar em uma área dominada por homens, o ator gaúcho Lucas Zaffari, e o renomado ator José Rubens Chachá, que interpreta o pai de Jessica. O filme tem, também, em sua equipe, Vitor Cardoso, diretor do curta “Fly A Way in LA”, como co-diretor; Drégus de Oliveira, como editor; e Pablo Chasseraux, que assina a Direção de Fotografia.

Nascida na cidade de Casca, no interior do Rio Grande do Sul, Priscila Zortea começou sua carreira de atriz nos Estados Unidos em 2011. Em seus primeiros anos nos Estados Unidos morou em Nova Iorque e apaixonou-se pelo teatro. Depois de trabalhar em musicais, peças teatrais, comerciais e programas de TV, mudou-se para Los Angeles, na Califórnia, onde foi bailarina do LA Kiss, time de futebol de arena de propriedade dos músicos Gene Simmons de Paul Stanley, do lendário grupo de rock Kiss.

Desde então, fez parte de diversas peças de teatro, musicais, filmes e comerciais. Entre seus trabalhos, destacam-se o longa-metragem “A Journey to a Journey “ que ganhou o prêmio Best Feature Film – Sci-Fi no Indie Gathering International Film Festival, as séries “Distortion” e “00 Angels” onde Priscila interpretou super-heroínas e realizou seus próprios stunts, e o curta-metragem “Like Lightning From Heaven” filmado no Canadá e selecionado para diversos festivais de cinema.

 

 

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