Fortunati garante sanção a projeto que proíbe Prefeitura e Câmara de contratarem empresas doadoras de campanha

Fortunati garante sanção a projeto que proíbe Prefeitura e Câmara de contratarem empresas doadoras de campanha

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), confirmou que vai sancionar o projeto de lei que proíbe o Executivo e o Legislativo municipal de firmarem ou prorrogarem contratos com empresas (incluindo consórcios) que tenham financiado campanhas eleitorais, por quatro anos, a contar da data da doação. Foi o que confirmou, no fim da tarde desta sexta-feira, a assessoria de imprensa do Paço Municipal, após a reportagem da Rádio Guaíba veicular que leis semelhantes já entraram em vigor em Santo Antônio da Patrulha e Pelotas – nessa última, em função de um projeto de um vereador do PDT, legenda de Fortunati.

Na Capital, o prefeito já entrou em contato com o presidente da Câmara, vereador Mauro Pinheiro (PT), solicitando o recebimento do texto para que possa ser sancionado. Desde a metade de junho, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT), autor do projeto, pretendia enviar a matéria para a análise de Fortunati, em audiência no dia 22 de junho. Com o prefeito alegando falta de agenda, o vereador previa realizar um ato com a presença de políticos e representantes de entidades em apoio à iniciativa, a fim de pressionar Fortunati.

Sgarbossa ficou sabendo pela Rádio Guaíba que o projeto vai ser sancionado. “Nós só temos a comemorar. E também saudar a atitude do prefeito Fortunati, num entendimento elevado de espírito público, já se manifestou pela sanção do projeto”, brindou.

A matéria havia sido aprovada na Câmara Municipal com placar de 13 votos a favor e 10 contra na última sessão de 2014. O resultado de votação foi questionado pelo líder do PDT no Legislativo. Márcio Bins Ely acabou, porém, retirando requerimento que pedia realização de uma nova votação, e a Câmara, enfim, ratificou aprovação da matéria em metade de junho.

Em Pelotas, um texto similar foi vetado pelo prefeito Eduardo Leite (PSDB), mas a Câmara derrubou o veto nessa quinta. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

Cidade Direito Negócios Notícias Poder Política