O último tango de Gato. Saxofonista argentino morreu aos 83 anos em Nova Iorque. O crítico musical Márcio Pinheiro lamenta a morte de um músico “que sempre pensou numa América culturalmente sólida”

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Gato Barbieri

O saxofonista “Gato” Barbieri, nascido na Argentina, morreu este sábado, aos 83 anos, num hospital de Nova Iorque devido a uma pneumonia, informaram fontes familiares. O saxofonista tenor, considerado como um dos mais consagrados músicos de jazz da Argentina conquistou um Grammy pela música do filme “O Último Tango em Paris”, protagonizado por Marlon Brando. Gato Barbieri aprendeu a tocar clarinete aos 12 anos, a ouvir Charlie Parker, mas depois mudou para o saxofone, começando a ser conhecido em 1953 quando atuava na Orquestra de Lalo Schifrin.

Gato Barbieri, foi o primeiro músico de jazz que despertou a atenção do escritor e jornalista Márcio Pinheiro. Para o crítico musical, “O argentino Gato Barbieri era universal em sua arte sem jamais deixar de pensar numa América culturalmente sólida, com referências que iam de Ismael Silva a Atahualpa Yupanqui, de Gardel a Glauber, de Naná Vasconcelos a Cortázar.”  Para Márcio, um exemplo disso é “To Be Continued…”. Segundo ele, ” Era a faixa de um dos dois discos dos anos 70 em que ele mais aproximava a Argentina do Brasil, é também um retrato de sua performance: um sax furioso, áspero, mas que – como ensinava um conterrâneo seu – jamais perdia a ternura.”

 

 

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