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Grupo protesta contra o governo Dilma em Porto Alegre (Karina Reif/Correio do Povo)

Movimentação começou por volta das 14h na esquina da rua 24 de Outubro com a avenida Goethe | Foto: Ricardo Giusti

Movimentação começou por volta das 14h na esquina da rua 24 de Outubro com a avenida Goethe | Foto: Ricardo Giusti

Vestidas de verde e amarelo, cerca de cem pessoas se reuniram neste domingo no Parcão, em Porto Alegre, para protestar contra o governo Dilma Rousseff. O grupo estava dividido entre os que defendiam o impeachment da presidente e os que acreditavam em uma intervenção militar. A movimentação começou por volta das 14h na esquina da rua 24 de Outubro com a avenida Goethe, no bairro Moinhos de Vento.

Os manifestantes incentivavam os motoristas a buzinarem, enquanto mostravam cartazes e faixas com dizeres sobre corrupção, por exemplo. O trânsito não chegou a ser bloqueado. Houve empurra-empurra e um homem foi imobilizado por integrantes do ato. “Ele desceu do carro e arrancou uns cartazes. Eu empurrei ele, trocamos ofensas e ele falou que tinha uma arma”, declarou o comerciante Felippo de Poli, 40 anos.

“Existe divergência, mas queremos nos focar na convergência da ideia de mudança de um governo corrupto”, afirmou um dos organizadores do ato Glauco Fonseca. Ele disse que o objetivo não era reunir um público tão grande quanto o registrado nas demais manifestações realizadas em março e em abril. O encontro, segundo o administrador de empresas, era para apoiar o movimento dos caminhoneiros iniciado na semana passada e o acampamento em Brasília para demonstrar contrariedade ao governo federal.

Na opinião do funcionário público Sérgio Dornelles, 58 anos, a atual gestão é ilegítima. “O governo tem 7% de aprovação. Foi eleito com urnas inseguras”, acusou ele, afirmando que é a favor do retorno do voto em cédulas.

“Não somos golpistas. Queremos um país melhor”, salientou Adriano Costa, 49 anos. Destacou que faz parte de movimentos contrários ao comunismo e ao islamismo. Várias faixas traziam a frase “Quer comunismo? Vai para Cuba”. Entre as palavras de ordem cantadas pelos manifestantes estavam “A nossa bandeira jamais será vermelha”.

Para a comerciante Flávia Mazzoni, 58, as decisões políticas e econômicas estão elevando a inflação. “Ninguém aguenta mais. Estão quebrando o Brasil”. A Brigada Militar acompanhou a movimentação e o sargento do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) Júnior Rabello declarou que não houve registro de confusão. O episódio de empurra-empurra não chegou a ser levado às autoridades.

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