Hospital Moinhos de Vento discute esclerose múltipla com pacientes Especialistas desmistificaram aspectos da doença e abordaram tratamentos, hábitos e diagnósticos. Foto: Lucas Dalfrancis

Hospital Moinhos de Vento discute esclerose múltipla com pacientes

Conceitos, sintomas e diagnósticos da esclerose múltipla foram apresentados neste sábado (24) em um evento do Hospital Moinhos de Vento. A coordenadora do Núcleo de Esclerose Múltipla e Doenças Desmielinizantes da instituição, Maria Cecília de Vecino, e os neurologistas Marco Aurélio Caneda e Marlise de Castro Ribeiro foram os painelistas da programação, que faz parte do Agosto Laranja, mês de conscientização da doença.

Dados revelam que há cerca de 35 mil brasileiros com a enfermidade — o que representa uma média de 30 para cada cem mil habitantes. A patologia é mais presente entre mulheres e tem dois fatores influenciadores. “São genéticos e ambientais, que consideram dados geográficos, históricos e hábitos”, explicou Marco Aurélio Caneda, que ainda falou sobre evidências do surgimento da esclerose e desmistificou aspectos de tratamentos alternativos.

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 Marlise de Castro Ribeiro, Maria Cecília de Vecino e Marco Aurélio Caneda. Foto: Lucas Dalfrancis

Marlise de Castro Ribeiro abordou as situações enfrentadas na infância. Estudos recentes mostram que 5,5% das pessoas têm o início da doença ainda nessa etapa da vida. De acordo com a especialista, a esclerose múltipla apresenta entre as crianças os surtos clínicos mais severos. Ressaltou ainda a dificuldade de diagnóstico e as formas de acompanhamento e tratamento cientificamente comprovados.

Para a neurologista Maria Cecília de Vecino, é importante atualizar pacientes e familiares sobre a realidade de novas drogas e terapias. “É fundamental criar uma rede de informações, pois nem tudo é esclerose e quem a enfrenta costuma perceber tardiamente. O diagnóstico é demorado, e a própria pessoa não entende o que está acontecendo com ela”, alertou. Por isso, o paciente precisa saber o que lhe interessa, o que há de novo e de útil, as novas tecnologias e drogas disponíveis, sempre de fontes confiáveis.

Atividade física, dieta e estresse

Maria Cecília chamou atenção para a importância de um profissional acompanhar o processo de reabilitação. “O exercício precisa ser trabalhado com um educador físico que conheça bem a doença”, esclareceu. Salientou também a relevância da temperatura na realização de atividades físicas. “Algumas pessoas reagem bem ao calor, outras não. Por isso, é preciso de cuidado.”

 

A médica ainda enfatizou a necessidade de dieta balanceada e monitorada por um especialista, além dos efeitos positivos de atividades para controlar o estresse. “Meditação, yoga e tai chi têm um ganho brutal de equilíbrio e melhora, o que faz toda diferença”, recomendou.

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