Impeachment de Dilma: Em entrevista à Rádio Guaíba presidente da Comissão Especial do Impeachment se mostra ponderado. Rogerio Rosso viveu em Porto Alegre na juventude

 

Conversei hoje na Rádio Guaíba com o deputado federal Rogério Rosso (PSD/DF), eleito presidente da Comissão Especial do Impeachment. No cálculo dele restando ainda nove sessões da Câmara para que a presidente Dilma entregue sua defesa e depois mais cinco sessões para que os deputados apresentem um relatório que será votado em plenário. Para Rosso, o relatório final será votado até o fim da primeira quinzena de abril.

Na entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, o parlamentar explicou sua boa relação com a presidente Dilma e também com seus opositores, como o deputado Eduardo Cunha, explicou que no Distrito Federal o PT sempre foi seu adversário. Contudo, em 2015, o PSD tomou a decisão de participar da base de sustentação do governo federal e assumiu a liderança da bancada. Argumentou que se afastou da liderança do partido para se dedicar exclusivamente à questão do impeachment.

Em sua percepção pessoal, ressaltou que nesse momento de crise política é preciso ter serenidade e a cautela para avaliar a peça do STF com rigor jurídico e Constitucional. Destacou também é preciso ter a sensibilidade para entender o clamor da sociedade nesse momento de crise. Ao ser questionado sobre seu posicionamento sobre o voto, Rosso informou que não quer tratar do assunto sem antes conhecer a defesa prévia de Dilma.

Para ele, que é o presidente da Comissão, não seria ético revelar seu voto para não influenciar a decisão dos colegas. Ressaltou que quer fazer um trabalho justo, mas não soube precisar o que vai acontecer com aqueles parlamentares que estão declarando o voto contra Dilma. Para ele, o Conselho de Ética poderá avaliar a antecipação de resultados, mas reiterou que o julgamento da denúncia contra Dilma tem que ter ponderação.

Direito Economia Notícias Poder Política