Impeachment de Dilma: Pepe Vargas diz que legalidade precisa ser preservada em meio a uma grande onda de corrupção no Brasil

 

Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba com o deputado federal Pepe Vargas (PT-RS). Ele me disse que a denúncia que consta na Comissão que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff não tem consistência jurídica. Na entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, o parlamentar disse que no primeiro embate entre oposição e governo Dilma não teria cumprido os requisitos na Lei Orçamentária em 2015. Na acusação Dilma teria assinado decreto de suplementação orçamentária e usado créditos de bancos públicos para pagar programas sociais. Para ele, se a presidente Dilma tivesse cometido irregularidades os presidentes anteriores a ela também deveriam de ter sido denunciados. Lembrou que a meta fiscal foi alterada muitas vezes, inclusive no governo FHC, e esses termos não justificariam o pedido de impeachment.

Ao ser questionado sobre a retirada do pedido de inclusão da denúncia de Delcídio do Amaral do processo, Vargas disse que na “roubalheira dentro da Petrobras”, um criminoso envolvido em corrupção assina um termo de delação premiada e faz denúncias que precisam ser comprovadas dentro da lei, destacando que o pedido de impeachment de Dilma não tem nada a ver com essas denúncias.

Sobre o fato de trabalhar em uma comissão em que dois terços dos parlamentares gaúchos estão inclinados a votar pela saída de Dilma, Pepe Vargas disse que muitos integrantes da comissão estão com pretensões político-eleitoreiras, na medida em que a saída da Presidente abriria espaço na cúpula do poder. Contudo, em um País presidencialista como o Brasil, esse tipo de manobra não teria efeito.

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