Indústria gaúcha entra 2017 mais confiante que nos dois anos anteriores. Setor não exibia otimismo em um início de ano desde 2014

Indústria gaúcha entra 2017 mais confiante que nos dois anos anteriores. Setor não exibia otimismo em um início de ano desde 2014

O setor produtivo gaúcho virou o ano demonstrando maior otimismo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta segunda-feira, subiu de 50,5 para 51,7 pontos entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017. É o maior nível de confiança para o mês nos últimos três anos. Para o presidente da Fiergs, Heitor Müller(foto), o resultado mostra que a confiança da indústria passa por um processo de acomodação, embora ainda em um nível baixo, um pouco acima dos 50 pontos. A escala vai de 0 a 100. Quanto mais os valores estiverem acima de 50, maior o otimismo e quanto mais abaixo, maior o pessimismo.

No entanto, em janeiro os empresários gaúchos percebem piora na situação dos negócios em comparação com os últimos seis meses. Isso é revelado pelo Índice de Condições Atuais, que recuou 0,6 ponto na margem e começou 2017 com 45 pontos. Em janeiro de 2016, porém, a situação era ainda pior, e o índice era de 30. Os índices da economia brasileira e das empresas mudaram pouco, caindo, respectivamente, de 41,6 para 41,2 pontos e de 47,6 para 47 na passagem de dezembro de 2016 para janeiro de 2017.

“Embora seja comum para o começo do ano, a maior confiança reflete a percepção dos empresários gaúchos de que há uma política econômica mais eficiente, que pode levar à melhora do quadro fiscal e à redução da inflação e dos juros, além de um empenho do governo para encaminhar as reformas estruturais”, comentou Müller.

Já o indicador de expectativas para os próximos meses passou de 53,1 pontos em dezembro para 55 em janeiro. A indústria gaúcha não exibia otimismo em um início de ano desde 2014 (54,7 pontos). O índice foi puxado, principalmente, pelo item relativo à própria empresa, que passou de 56,4 para 58,1 pontos. No mesmo sentido, a expectativa com a economia brasileira teve uma expansão de dois pontos: de 46,8 para 48,8 no mesmo período, mas permanece no campo negativo. (Rádio Guaíba)

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