Justiça Eleitoral decide que Beth Colombo deve comprovar idoneidade de verbas apreendidas pela PF em Canoas.  Em nota, candidata disse que cabe ao ex-coordenador financeiro da campanha se explicar Beth Colombo

Justiça Eleitoral decide que Beth Colombo deve comprovar idoneidade de verbas apreendidas pela PF em Canoas. Em nota, candidata disse que cabe ao ex-coordenador financeiro da campanha se explicar

A Justiça Eleitoral acolheu um pedido do Ministério Público para que a candidata à Prefeitura de Canoas Beth Colombo (PRB) comprove a idoneidade da origem dos recursos apreendidos pela operação Sufragium, da Polícia Federal, realizada na quinta-feira passada. Foram apreendidos, conforme o Ministério Público Eleitoral, cerca de R$ 500 mil no comitê e na residência do tesoureiro da campanha. Beth Colombo, até então, havia informado à Justiça Eleitoral ter recebido aproximadamente R$ 190 mil em recursos para a campanha.

De acordo com o promotor eleitoral João Paulo Fontoura de Medeiros, que assinou a ação cautelar, ainda falta a importância de cerca de R$ 310 mil a ser regularizada pela candidata. Em nota, Beth Colombo negou, ainda na sexta, que parte dos valores apreendidos tenha sido encontrada no comitê. Ela também informou ter afastado o tesoureiro da campanha, Guilherme Ortiz.

Do montante recolhido, a PF informou que R$ 176 mil, em espécie, e mais um cheque, no valor de R$ 50 mil, foram encontrados na sede da campanha, no Centro de Canoas. A investigação detalhou, ainda, que a maior parte dos valores foi encontrada em uma mochila na sala de Ortiz, no comitê. Cerca de R$ 6 mil foram encontrados na tesouraria e mais 10 mil no veículo utilizado pelo coordenador, estacionado no local.

Outros dois mandados de busca foram cumpridos em uma casa e em um depósito. Na residência de Ortiz, foram recolhidos mais R$ 300 mil em dinheiro. Na nota, Beth Colombo garante, ainda, que o depósito opera de forma legal.

No comunicado, ela sustenta que todos os valores foram localizados entre os pertences pessoais  e na residência do coordenador financeiro da campanha. A candidata garante desconhecer o procedimento do dinheiro encontrado e sustenta que cabe ao tesoureiro afastado se explicar.

O advogado Marcos Dewitt Weingartner, filiado do PRB, passou a exercer o cargo de coordenador financeiro. (Agência Brasil)

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