Lasier recebe apoio a projeto que facilita doação de órgãos

Lasier recebe apoio a projeto que facilita doação de órgãos

O senador Lasier Martins (Podemos) se reuniu na última sexta-feira (14), em Porto Alegre, com ativistas que defendem políticas para ampliar a doação de órgãos no Brasil. Representantes da ONG Viva Vida, que luta pela causa, e uma atleta transplantada, manifestaram apoio à proposta do senador que prioriza a vontade do doador após a sua morte. Pelo PLS 453/2017, uma vez declarada em vida a intenção de doar os órgãos, familiares próximos não poderão contrariar a vontade do falecido. O objetivo principal do projeto, que já passou pelo Senado, é elevar o número de transplantados no Brasil.

Maria Lúcia Elbern e Noemia Gensas, presidente e vice, respectivamente, da ONG Via Vida, sugeriram que a proposta, agora na Câmara dos Deputados, incorpore a exigência de um cadastro online junto à Central Nacional de Transplantes, com a lista de todas as pessoas que consentirem a doação. Com isso, ao ser diagnosticada a morte cerebral, imediatamente o hospital iniciaria os procedimentos para o transplante, que geralmente exige urgência. A ideia foi muito bem aceita por Lasier, que vai estudar a melhor forma de adaptar o aperfeiçoamento sem atrasar a tramitação do projeto.

A ONG manifestou ainda a intenção de ser parceira do senador para futuras causas, como a criação do Estatuto do Transplantado. Segundo Maria Lúcia Elbern, que tem um filho transplantado há 19 anos, a nova legislação garantiria direitos às pessoas que vivem com órgãos doados, principalmente para obtenção de emprego. “Muita gente acha que transplantado é um doente, mas meu filho trabalha e é muito competente”, justificou.

Para Noemia Gensas, cujo marido é transplantado, o projeto de Lasier pode igualar o Brasil à Espanha, país europeu que é líder mundial em transplantes. “Meu esposo recebeu um rim há 20 anos e valoriza ele como se fosse a coisa mais preciosa do mundo”, se emocionou ao lembrar dos cuidados e rotinas que a pessoa precisa seguir após realizar um transplante de órgão.

Transplantada de pulmão e campeã mundial nos 100 metros rasos na olimpíada dos transplantados, Liège Gauterio também participou do encontro. “Ganhei há oito anos o privilégio de uma segunda vida e quero que muitas outras pessoas tenham esta chance”, disse ao parabenizar o senador pela proposta.

Só no Rio Grande do Sul, há uma lista de aproximadamente 1.500 pessoas à espera de uma doação de órgão.

Comunicação Destaque Notícias