Luciano Huck: ‘Não consigo voltar para a caixinha em que eu estava’; por Renata Cafardo, O Estado de S.Paulo Luciano Huck, apresentador de TV Foto: Werther Santana/Estadão

Luciano Huck: ‘Não consigo voltar para a caixinha em que eu estava’; por Renata Cafardo, O Estado de S.Paulo

Na eleição mais polarizada da história recente, o apresentado Luciano Huck diz que não tem lado. “Eu não me sinto representado por nenhum dos dois”, afirma, em entrevista ao Estado. Mesmo insatisfeito, não se arrepende de não ter concorrido ao cargo de presidente da República. Sua candidatura foi articulada no início do ano por integrantes do movimento Agora, grupo de renovação política criado por ele, e incentivada por Fernando Henrique Cardoso.

No fim de semana passado, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Huck disse que nunca votaria no PT. As falas no vídeo deram a entender que apoiaria Jair Bolsonaro, o que ele não confirma. Na seguinte entrevista, ele afirma que Fernando Haddad é “um cara ótimo”, mas “está inserido em um contexto do PT, que cometeu erros muito grandes nos últimos anos.”

Acredita que o País pode se reconciliar depois de uma eleição tão polarizada?

Acho que a gente não tem outra opção. Está sendo um processo muito dolorido para todos, mesmo quem está em campos opostos ou quem não se sente representado, ninguém gosta desse clima polarizado, divergente. A gente precisa fazer um esforço para conseguir uma conciliação. Se não, vão ser tempos muitos difíceis.

Esse esforço depende de quem?

Sem a menor dúvida, do presidente eleito, qualquer um dos dois. Ele vai estar representando todos os brasileiros, inclusive quem não votou nele.

Você vê isso acontecendo?

Eu tenho que tentar ver. A filosofia budista diz que não adianta você desejar o que você não tem, é preciso extrair o melhor do que você tem. Então, o nosso papel, enquanto sociedade, de quem não se sentia representado por nenhum dos dois, é de ser uma resistência positiva, atuante, que vai cobrar e exigir cada passo. Ver se a democracia vai ser preservada, se as liberdades serão respeitadas, se a imprensa vai ter liberdade, se as instituições estarão funcionando, se o Congresso e o cidadão serão respeitados. Se isso tudo acontecer, eu acho que a gente tem que apoiar as agendas positivas, seja quem for eleito.

A entrevista completa está em O Estado de São Paulo.

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