Manifestantes protestam contra corrupção e a favor da Lava-Jato no Parcão. Milhares de pessoas pediam a saída de Renan Calheiros e Rodrigo Maia; por Heron Vidal/Correio do povo Manifestantes protestam contra corrupção e a favor da Lava-jato no Parcão. Foto: Mauro Schaefer/Correio do Povo

Manifestantes protestam contra corrupção e a favor da Lava-Jato no Parcão. Milhares de pessoas pediam a saída de Renan Calheiros e Rodrigo Maia; por Heron Vidal/Correio do povo

 

Embalados pelo ritmo de uma mini-bateria de samba em um caminhão de som e discursos curtos e gritos como “fora Renan” e “fora Maia”, milhares de pessoas, com rosto pintado de verde-amarelo, com bandeiras do Brasil e também enroladas no símbolo pátrio, protestaram na tarde deste domingo no Parcão, em Porto Alegre, atendendo convocação dos movimentos Vem pra Rua e Brasil Livre.

As manifestações, a exemplo de outras capitais no país, foram contra as manobras dentro Congresso para diminuir a punição aos políticos envolvidos em casos de corrupção, contra a tentativa de criminalizar o Judiciário e a favor da continuidade das investigações da Operação Lava-Jato.

Na esquina da Avenida Goethe e rua Mostardeiro, motoristas respondiam com buzinaços. “Tem que fazer uma grande faxina geral no Congresso e também em setores do Judiciário”, afirmou a professora aposentada Leni Terres, com a concordância da sua colega, também aposentada, Joana Bomfim. Por volta das 16h , a presença de manifestantes aumentou.

Cartazes com “Fora Renan”, “Somos todos Moro” e “Fim do Foro Privilegiado” marcaram a participação no protesto. “Virou roubalheira geral, não há como aliviar políticos, independentemente de seus partidos, eles querem parar o povo, mas isso não vai acontecer, queremos liberdade para o MP e Justiça”, afirmou o técnico em enfermagem Renan Medeiros, enrolado na bandeira do Brasil”, segurando uma buzina.

No meio da multidão havia apelos diferenciados. “É de seda pura, por apenas R$ 20”, gritava João Antônio Ribas. “Já faturei mais de R$ 200 disse o vendedor de bandeiras do Brasil. Em cima do caminhão alguém no microfone puxava “da lhe, da lhe Moro, da lhe ô”. Aproveitando o clima para fazer algumas selfies o casal Mônica Maia e Paulo Lima afirmou, quase em uníssono, que “os políticos acham agora que só porque a Dilma saiu podem fazer o que quiserem, mas se enganaram. Queremos respeito, fim do roubo e cadeia para eles” .

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