Marco Maia fala sobre Lula no ministério e denuncia contra ele feita por Delcídio em delação premiada

 

Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba, com deputado federal Marco Maia (PT). Ele reforçou que o PT tem discutido muito uma solução para a crise política no País. Disse que a tentativa é de superar esse momento a partir das preocupações com a economia e o desenvolvimento do Brasil. Disse que não é possível tolerar intervenção militar ou ruptura com o processo democrático, refutando a possibilidade de impeachment da presidente Dilma. Também não acha possível que o enfrentamento político dure indefinidamente. Sugeriu um acordo político que permita a superação de dificuldades que temos no plano econômico. Para Maia não há uma solução fácil para resolver esses impasses e Lula pode auxiliar atuando no Ministério.

Ele também falou sobre a citação do nome dele na delação premiada do senador Delcídio do Amaral e liberada pela Justiça nesta terça-feira, 15. No texto, Delcídio destaca haver um “pedágio” que foi cobrado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que se encerrou no final de 2014. Segundo Delcídio, “houve apresentação de requerimentos convocando muitos empresários que tinham preocupação com exposição pública, que em razão disso, em determinado momento, Léo Pinheiro, diretor de OAS, começou a coordenar uma espécie de força tarefa envolvendo diversos empresários no intuito de blindá-los em razão desses requerimentos”.

Delcídio afirmou ainda que este grupo liderado por Pinheiro, “se reunia normalmente nas segundas-feiras; que essas reuniões ocorriam na casa de alguns dos participantes; que sabe dizer que essas reuniões ocorreram na casa do ex-senador Gim Argelo”, que quem organizava tais encontros era Pinheiro.

Segundo o senador, “participavam dessas reuniões empresários e membros da CPMI; que o objeto dessas reuniões era negociar a derrubada ou a não votação de requerimentos que fossem sensíveis, ou seja, que fossem desfavoráveis aos empresários que compunham o grupo liderado por Pinheiro. Esse grupo era integrado por Julio Camargo (Camargo Corrêa), Ricardo Pessoa (UTC), José Antunes Sobrinho (Engevix) e outros empresários

Notícias Poder Política