Marqueteiros em fuga O marqueteiro João Santana, preso na Lava-Jato - Geraldo Bubniak / /24-2-2016

Marqueteiros em fuga

Após escândalos e com João Santana preso, marqueteiros não querem ouvir falar em campanhas eleitorais. Outro elemento a empurrar para fora do mercado os grandes profissionais é a questão financeira. Além de estabelecer um teto para os gastos — em 70% do máximo empenhado pelo candidato que mais gastou no pleito para cada cargo —, as regras eleitorais que passarão a ser aplicadas a partir deste ano vedam a doação de empresas. Apenas pessoas físicas poderão dar dinheiro às campanhas – e a contribuição não poderá superar 10% dos rendimentos declarados do doador. Diante disso, a conclusão dos profissionais é uma só: vai faltar dinheiro.

— Campanha é cara. Requer estrutura para emprestar milhões para o candidato em equipamentos e dinheiro, que são pagos meses depois de concluído o serviço. E está embutido no preço o risco do calote — afirma um marqueteiro.

No meio, ninguém acredita que as doações de pessoa física serão capazes de satisfazer as expectativas de ganho dos profissionais. Em tom de chacota, um ex-integrante da campanha de Marina Silva em 2010 conta que a candidata investiu R$ 4 milhões para criar um sistema de doações on-line. Com a ferramenta pronta, arrecadou apenas R$ 140 mil. A reportagem completa está em O Globo.

 

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