Moinhos de Vento celebra avanços do transplante de medula óssea. Números e história dos transplantes integram programação com Grand Round e Simpósio Internacional, nesta semana Eventos da semana celebram os mais de 100 transplantes de medula óssea realizados no Hospital. Foto: Leonardo Lenskij

Moinhos de Vento celebra avanços do transplante de medula óssea. Números e história dos transplantes integram programação com Grand Round e Simpósio Internacional, nesta semana

A evolução e os números sobre os transplantes de medula óssea (TMO) realizados no Hospital Moinhos de Vento e na Johns Hopkins Medicine International foram tema do Grand Round desta quinta-feira (10). O debate mensal integra uma programação especial voltada ao assunto – que terá sequência na sexta-feira (11) e sábado (12) com o Simpósio Internacional de TMO, no Plaza São Rafael. No Anfiteatro Schwester Hilda Sturm, o chefe do Serviço de Oncologia do Moinhos de Vento, Sergio Roithmann, falou sobre sua trajetória e os primeiros transplantes desse tipo na instituição. “Uma das ações que iniciou na minha área e acabou sendo expandida para todo o Moinhos de Vento foi a readequação das pias para lavar as mãos. Esse procedimento beneficiou todos os pacientes”, contou. Segundo ele, pacientes que aguardam um transplante ou transplantados requerem cuidados extremos devido à baixa imunidade e ao alto risco de infecções.

Foto-86
Da esquerda para a direita, Dr. Sergio Roithmann, chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Ephraim Joseph Fuchs, professor do Departamento de Oncologia da Johns Hopkins, e Dra. Cláudia Caceres Astigarraga, hematologista do HMV. foto: Leonardo Lenskij

 Com a presença do professor Ephraim Joseph Fuchs, do Departamento de Oncologia da Johns Hopkins, a primeira parte do Grand Round tratou do histórico do transplante haploidêntico.  Realizado por doadores familiares parcialmente compatíveis, geralmente com 50% de similaridade, o processo fez aumentar o número doadores. “Apesar dos riscos iniciais que tínhamos nos anos 80, os avanços na medicina permitiram que realizássemos transplantes haploidênticos com baixos índices de morte. Hoje, a cura de hemoglobinopatias graves é possível para a maioria dos pais, o que não costumava ocorrer no passado, por exemplo”, explicou o americano.

 Fuchs será um dos três palestrantes internacionais do Simpósio. No laboratório onde atua, em Baltimore (Estados Unidos), o médico investiga métodos para aumentar as respostas imunológicas contra o câncer no cenário do TMO. A Johns Hopkins realiza em torno de 150 transplantes dessa área por ano.

 TMO no Moinhos de Vento

A segunda parte do encontro foi apresentada por Claudia Caceres Astigarraga, hematologista do Moinhos de Vento. A profissional falou sobre o processo e o ambiente para os transplantes na instituição. “Há quatro anos, o hospital fez um grande investimento, incluindo a primeira unidade fechada fora do CTI”, explica Claudia, mencionando os 117 TMOs realizados na instituição. Desses casos, segundo ela, 27 foram através do Mais TMO – projeto do PROADI-SUS para pacientes vindos diretamente do Sistema Único de Saúde, totalmente isentos de custos.

 Dentro da programação do Simpósio, Claudia falará mais sobre a iniciativa. A programação é dirigida aos profissionais da área e reúne 28 palestrantes nacionais e três internacionais. O evento, que prevê reunir 270 participantes de 56 centros transplantadores e centrais reguladoras, tem como objetivo capacitar as equipes de TMO.

Notícias Saúde Trabalho