Nem Congresso nem militares querem derrubar Bolsonaro, diz consultor cotado para embaixador nos EUA; por  Mariana Schreiber/BBC News Brasil O Congresso "não quer emparedar" o governo de Jair Bolsonaro, e a hipótese de um articulação dos militares para derrubar o presidente é "lunática". Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Nem Congresso nem militares querem derrubar Bolsonaro, diz consultor cotado para embaixador nos EUA; por Mariana Schreiber/BBC News Brasil

Essa é a avaliação do presidente da Arko Consultoria, Murillo de Aragão, que após quase quatro décadas de atuação como consultor político em Brasília se tornou um interlocutor privilegiado junto a autoridades dos três Poderes da República. Em entrevista à BBC News Brasil sobre a turbulência prematura do governo, Aragão atribui as dificuldades de Bolsonaro à “narrativa agressiva” mantida pelo presidente após a eleição. Evitando fazer previsões sobre as manifestações convocadas por apoiadores do presidente para o domingo – mobilização que ganhou forte caráter de crítica ao Congresso -, ele ressalta que a opção de Bolsonaro de não formar uma coalizão com diferentes partidos deu mais independência ao Parlamento

Ainda assim, Aragão acredita que pautas de interesse do governo, como a reforma da Previdência, serão aprovadas, após alguns ajustes. “Pelo o que eu converso (com parlamentares), e eu conversei com o Rodrigo Maia (presidente da Câmara) várias vezes nos últimos tempos, não vejo a menor disposição do Congresso de emparedar o governo”, ressalta Aragão, que desde 2017 preside também o Conselho de Comunicação Social do Congresso.”E os militares vão apoiar o Bolsonaro até o final porque são disciplinados, leais e hierarquizados. Eles podem não estar gostando, mas (imaginar) que eles conspirariam (contra Bolsonaro) jamais”, reforça.

A interlocução com empresários e investidores americanos levou Aragão a ser cotado para cargo de embaixador brasileiro nos Estados Unidos, país onde há quase três décadas atua como palestrante. Em 2017, começou a dar aulas sobre sistema político brasileiro na Universidade Columbia, em Nova York. Aragão confirma ter a simpatia de setores da equipe econômica e da ala militar do governo para assumir o posto. O chanceler Ernesto Araújo, porém, tenta emplacar Nestor Forster, diplomata que o apresentou para o escritor Olavo de Carvalho, segundo a imprensa brasileira.

Confira a íntegra da reportagem de Mariana Schreiber, no site da BBC News Brasil

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