Novo patrocinador do Grêmio não abre filial no Rio Grande do Sul “porque a burocracia do setor público gaúcho é a maior do Brasil” Foto: Havan, divulgação

Novo patrocinador do Grêmio não abre filial no Rio Grande do Sul “porque a burocracia do setor público gaúcho é a maior do Brasil”

A colunista Estela Benetti, explica no Diário Catarinense de hoje quem é o novo patrocinador da camisa tricolor e porque ele não abre filiais no Rio Grande do Sul;

O Grêmio de Porto Alegre ganha um patrocínio de peso na manga para os dois jogos contra o Atlético de Minas Gerais na Copa do Brasil: o da rede catarinense Havan. O fundador e presidente da empresa, Luciano Hang, disse que está sempre atento à projeção da marca por meio do esporte e não descarta patrocinar também o Internacional se tiver oportunidade.

– Estamos muito felizes em poder patrocinar o Grêmio nesta fase final da Copa do Brasil. Temos milhares de clientes do RS que visitam nossas lojas quando vêm para Santa Catarina. Os gaúchos adoram nossas lojas e nós também adoramos o povo do RS – disse Luciano Hang, que preferiu não revelar o valor do contrato.

Na foto, o diretor de Expansão da rede, Nilton Hang (primo do Luciano), mostra a marca na camisa do tricolor. Vale destacar que antes deste patrocínio ao Grêmio, a Havan já estampou as camisas do Brusque e do Joinville.

Só usinas no RS 

Questionado se este seria um sinal de que a Havan abrirá lojas no Rio Grande do Sul, o empresário disse que não, porque a burocracia do setor público gaúcho é a maior do Brasil. Afirmou que esse problema também é apontado pela maioria dos investidores que tentam abrir negócio no Estado vizinho. Segundo ele, a Havan poderia estar no RS com 50 lojas, gerando 10 mil empregos diretos e muita receita com impostos, mas desistiu quando fez a primeira tentativa na hora que decidiu avançar fora de SC. Comprou um terreno no Estado e três anos depois ainda não tinha conseguido licenças para instalação. E um projeto de loja em Canela não saiu porque a réplica da Estátua da Liberdade só poderia ter 12 metros de altura. As da Havan têm 30 metros.

O empresário contou que enfrenta a mesma barreira burocrática em projetos de PCHs. Tem uma em Frederico Westphalen e mais quatro programadas para a região de Santa Maria Esses novos projetos devem receber investimentos de R$ 400 milhões, mas aguardam há nove anos as licenças ambientais. (Estela Benetti/Diário Catarinense)

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