Osmar Terra defende que colegas investigados respondam “como ex-tesoureiros petistas”, em caso de prova; por Samantha Klein/Rádio Guaíba Osmar Terra:"Foi um ministério escolhido às pressas, muito ligado ao Parlamento, até por isso está sujeito a essas tempestades", disse, sobre o primeiro escalão de Michel Temer. Foto: Agência Câmara

Osmar Terra defende que colegas investigados respondam “como ex-tesoureiros petistas”, em caso de prova; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra (PMDB), comentou, hoje, a turbulência vivida pelo governo de Michel Temer, empossado há menos de um mês e com dois ministros afastados e um terceiro na berlinda. Ele concedeu entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, um dia após causar polêmica a decisão de Temer de manter Henrique Eduardo Alves na Pasta Turismo, mesmo depois de o procurador-geral da República solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para apurar a relação dele com o pagamento de propinas pela empreiteira OAS.

Dois ministros já caíram após a revelação de áudios gravados pelo ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado. Romero Jucá, do Planejamento, foi o primeiro a cair. Oficialmente, ele se licenciou e retornou para o Senado. Uma semana depois, o titular da Transparência, Fabiano Silveira, foi afastado.

Citando os ex-tesoureiros do Partido dos Trabalhadores (PT) Delúbio Soares, condenado por envolvimento no mensalão, e João Vaccari Neto, após investigação da operação Lava Jato, Terra disse que todos os suspeitos dentro do governo interino devem ser afastados e punidos, como os dois petistas, caso as denúncias se comprovem.

“Se tiver (provas), têm de ser punidos igual aos dois ex-tesoureiros do PT e ao ex-presidente José Dirceu. É necessário tomar uma atitude para que as pessoas voltem a acreditar na política. Acho que o governo Temer está fazendo uma avaliação. Foi um ministério escolhido às pressas, muito ligado ao Parlamento, até por isso está sujeito a essas tempestades”, avaliou.

Hoje, o jornal O Globo informou que Janot também pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Para Sarney (PMDB-AP), a recomendação é de que use tornozeleira eletrônica.

Janot ainda pediu a detenção do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por ele continuar interferindo no andamento da Casa. O caso vai ser analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo.

Mais constrangimentos

Além dos ministros afastados e do caso que envolve Henrique Alves, a indicada para a Secretaria de Políticas para as Mulheres Fátima Pelaes (PMDB-AP) é investigada pela suspeita de participar de um esquema de fraude em verbas parlamentares destinadas a uma ONG no Amapá. Além disso, declarações recentes do advogado-geral da União, o gaúcho Fábio Medina Osório, também desagradaram Michel Temer.

Pipoca

Osmar Terra ainda respondeu sobre a polêmica relacionada ao pagamento de pipoca com dinheiro da Câmara. Conforme reportagem do jornal Destak, Terra apresentou nota para ressarcimento relativa a um combo de pipoca e mais dois copos de refrigerante com verba do Parlamento. A compra custou R$ 26 e aconteceu no dia 27 de setembro do ano passado, no cinema Kinoplex, em Brasília. O ministro explicou que houve um engano na entrega da nota. “Sou deputado em quinto mandato e gasto muito menos do que a verba para alimentação”, salientou.

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