Padilha admite que governo pode não liberar todo o recurso prometido à Ponte do Guaíba em 2016. Depois que Temer prometeu R$ 100 milhões a Sartori, Diário Oficial publicou repasse de R$ 84 milhões Ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Padilha admite que governo pode não liberar todo o recurso prometido à Ponte do Guaíba em 2016. Depois que Temer prometeu R$ 100 milhões a Sartori, Diário Oficial publicou repasse de R$ 84 milhões

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), afirmou hoje, durante evento em Porto Alegre, que o governo federal não vai conseguir liberar todo o recurso prometido para as obras da segunda ponte do Guaíba em 2016. Eram esperados, para as obras da ponte, R$ 100 milhões, prometidos por Michel Temer a José Ivo Sartori, em agosto. No início dessa semana, confirmou-se a liberação de R$ 84 milhões. Ainda não há confirmação de que o valor, já reduzido, seja repassado na integralidade.

“Estamos no mês de setembro. Não há condições materiais de investirmos neste ano mais do que o valor que foi liberado. Pelo contrário, não vai ser conseguido nem o valor que foi liberado. Vamos deixar restos a pagar para o ano que vem com execução de parte do que foi liberado este ano. Essa ponte é a prioridade 1, eleita pela bancada do RS”, disse Padilha.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) evitou estimar, no início da semana, um prazo para o reinício e a conclusão das obras da ponte. O órgão federal ainda espera o sistema do Ministério do Planejamento protocolar o valor de R$ 84 milhões, liberado na segunda-feira, para então repassar o montante. A assessoria do Departamento reiterou, ainda, que a execução da obra e o prazo de entrega dependem da liberação das verbas, pelo governo federal.

De acordo com o Dnit, já foram executados 38,2% dos serviços previstos para a estrutura da ponte. O órgão garantiu, também, que não houve comprometimento das obras durante a paralisação do canteiro. Inicialmente, a entrega era prevista para 2017. Os trabalhos começaram, em 2014, com a construtora Queiroz Galvão. No fim de 2015, a execução dos trabalhos começou a atrasar devido à queda de repasses pelo governo federal.

A segunda ponte, orçada em R$ 650 milhões, vai medir 12,3 quilômetros com um total de cinco quilômetros de trecho em aterro e 7,3 quilômetros em obras de artes especiais (ponte sobre os canais navegáveis, elevada e viadutos). Com 27 metros de largura nos vãos principais, a pista vai contar com duas faixas de rolamento com acostamento e refúgio central.

Outras questões

Padilha evitou também comentar as críticas do candidato do PMDB em Porto Alegre, Sebastião Melo, ao fato da reforma da grade curricular do ensino médio ter sido efetivada através de Medida Provisória (MP), sem discussão anterior no Congresso.

O ministro, que funciona como um braço direito de Temer, ainda disse que o envio da Reforma da Previdência pelo Planalto não depende de aprovação anterior da PEC 241, que está em tramitação no Congresso e cujo objetivo é congelar os gastos públicos por 20 anos.

“O que está valendo (como meta) é a PEC 241 nos três poderes. Não é apenas para o poder executivo. Os demais poderes têm independência para administrar a sua dotação orçamentária, mas a dotação é dada pelo Orçamento Geral da União, que vai obedecer o teto geral”, afirmou.

Na entrevista coletiva, Padilha ainda comentou a decisão de nomear um porta-voz para o Palácio do Planalto, voltando a dizer que Temer é o principal comunicador do governo. Segundo ele, o modelo a ser seguido é o dos Estados Unidos. Padilha negou que se trate de uma “lei da mordaça” para os ministros, alguns dos quais fizemos afirmações polêmicas que exigiram reparações por parte do próprio presidente.

“Vamos ver o que faz os Estados Unidos da América do Norte: o maior comunicador é o presidente da República. E as coisas não tao importantes é o porta-voz que fala. Teremos alguém que vai unificar o discurso”, disse Padilha. (Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba)

Destaque Direito Poder Política