Petista ex-presidente da Famurs minimiza repúdio do PT à homenagem a governistas; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba 'Repudiamos a atitude de Folador ao homenagear aqueles que promovem o desmonte do serviço público', diz nota do PT/RS sobre o petista. Foto: Famurs

Petista ex-presidente da Famurs minimiza repúdio do PT à homenagem a governistas; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

O prefeito de Candiota, petista Luiz Carlos Folador, que deixou ontem o comando da Famurs, minimizou nesta sexta-feira (08) a nota de repúdio emitida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em relação às homenagens que ele prestou durante a passagem de cargo da entidade. As críticas da cúpula do PT gaúcho se destinam aos elogios de Folador ao governo do Estado, com entrega de uma placa ao secretário estadual da Saúde, em que valorizou os avanços na área na relação entre municípios e gestão Sartori. O partido defende que o cenário atual deve ser tratado com críticas.

Segundo o prefeito petista, o elogio à gestão peemedebista é resultado de um entendimento de toda a direção da Famurs, composta por oito partidos, e não somente dele enquanto presidente da entidade. Além disso, destaca que o elogio se deve ao fato de que, mesmo com dificuldades financeiras, o Estado renegociou dívidas da área da saúde que estavam atrasadas desde 2014 com as prefeituras, o que rendeu mais frutos do que um enfrentamento jurídico ou partidário.

“Eu estava ali a representar a Federação dos Municípios. Nós fizemos uma negociação com a Secretaria da Saúde, com o governador, com o vice-governador. Recuperamos um passivo de 2014. Sabemos a dificuldade financeira que o Estado enfrenta. Não entramos na Justiça, negociamos e o pagamento está sendo feito. Sou filiado ao PT desde 1989 e continuarei sendo, não pretendo sair, a não ser que queiram a minha saída”, apontou o petista.

Folador lembrou que, no início da administração Sartori, havia R$ 198 milhões de dívidas da saúde do Estado com municípios oriundos da gestão anterior, de Tarso Genro (PT), e que o valor foi renegociado e está sendo pago junto com débitos de 2015, já da atual gestão.

Na nota de repúdio ao petista, a cúpula do PT estadual diz ter sido surpreendida com a homenagem da Famurs ao secretário estadual da Saúde, João Gabbardo. No documento, a direção da sigla diz ainda que estranha a homenagem ao governo de Sartori, que provoca a maior crise do sistema de saúde que o Estado já viveu. A fundamentação do PT gaúcho para as críticas passa por dados como o corte de 57%, em 2015, nos repasses do Programa de Incentivo Estadual a Saúde Básica, em comparação ao ano anterior, e queda de 44% nos repasses para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) em 2015, também em comparação ao dos investimentos do último ano da gestão Tarso.

Folador passou o cargo ontem ao novo presidente da Famurs, prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto (PDT). O petista, que encerra seu segundo mandato consecutivo como prefeito de Candiota, diz que ainda não definiu qual cargo disputará em 2018.

Confira íntegra da nota do PT/RS sobre o assunto

Nesta quarta-feira (6), fomos surpreendidos com a homenagem da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS) ao Secretário Estadual da Saúde João Gabbardo, no 36º Congresso da entidade. A “Placa de Prata”, entregue pelo presidente Sr. Luís Carlos Folador, enaltece o trabalho realizado pela Secretaria Estadual da Saúde.

O PT/RS e sua Bancada na Assembleia Legislativa estranham a homenagem ao governo do PMDB de José Ivo Sartori que provoca a maior crise do sistema de saúde que o Estado do Rio Grande do Sul já viveu. O colapso do setor é evidente diante dos cortes e atrasos nos repasses provocados pelo governo Sartori. Exemplo disso, é o corte de 57%, em 2015, nos repasses do Programa de Incentivo Estadual a Saúde Básica em comparação ao ano anterior, provocando a redução drástica de internações. O quadro se agrava também quanto aos repasses para as Unidades Básicas de Saúde, de R$ 115,8 milhões em 2015, isto é menos 44% dos investimentos de 2014. E mais, o fechamento e o sucateamento de hospitais e de unidades de atendimento; demissões no setor; o endividamento dos municípios e mais do que isso, vidas que são perdidas e correm o risco de não ter mais nenhum tipo de assistência hospitalar. Enquanto a União, até o governo Dilma, manteve a regularidade nos repasses das verbas.

Poderíamos aqui enumerar dezenas de exemplos do descaso à Saúde, sem esquecer da segurança e da educação, entre outras áreas. O governo Sartori é um governo que se mede pelo seu apoio ao governo golpista de Temer. Governos do PMDB que na esfera federal, pretende acabar com os percentuais mínimos estabelecidos pela Constituição para a Educação e a Saúde, já tendo tirado os recursos do pré-sal para estas áreas.

Repudiamos a atitude do prefeito Folador ao homenagear aqueles que promovem o desmonte do serviço público e do estado do Rio Grande do Sul. O seu papel deveria ser o de cobrar atitudes e defender o interesse dos municípios.

Porto Alegre, 7 de julho de 2016
PT/RS

 

 

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