Eleições 2016: PMDB de Porto Alegre lança nota acusando políticos do PT e PSol do ataque a sede do Partido Sede do PMDB/Poa é depredada durante manifestação FORA TEMER. Foto: site Ataque Aberto

Eleições 2016: PMDB de Porto Alegre lança nota acusando políticos do PT e PSol do ataque a sede do Partido

A Executiva Municipal do PMDB de Porto Alegre, divulgou uma nota citando integrantes do PT e PSol, como apoiadores da manifestação FORA TEMER nesta quarta-feira, de serem responsáveis pelo ataque a sede do partido na Cidade Baixa. Os citados e os partidos não responderam ainda o texto.
Abaixo a nota distribuída pelo PMDB e assinada por Antenor Ferrai, presidente municipal
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NÃO DEIXAREMOS INCENDIAREM O BRASIL
Na noite desta quarta-feira (31/08), a sede do Diretório Municipal do PMDB de Porto Alegre foi violada, depredada e incendiada por militantes que participavam de protesto contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Nas imagens divulgadas na web, bandeiras do PT.
Numa cidade que se orgulha da sua tradição democrática, a brutalidade dos atos praticados contra as instalações de um partido político é uma mancha difícil de apagar, sobretudo porque é pichada pelas mãos de militantes transformados em criminosos comuns.
Em verdade, este foi o quarto ataque perpetrado contra a sede do PMDB nos últimos três meses, todos eles premeditados e organizados pelas redes sociais. Em pelo menos dois protestos, esteve presente o candidato a prefeito Raul Pont e a militância do PT e do PSOL.
Nos meios de comunicação de hoje, tanto Raul Pont quanto Roberto Robaina, candidato a vereador e dirigente do PSOL, se eximem de responsabilidades sobre o crime praticado. Raul alega que se retirou do protesto antes do quebra-quebra, por conta da ação da Brigada Militar, enquanto Roberto Robaina defende-se atribuindo o crime aos militantes do PT.
De fato, por ação ou omissão, Raul Pont tem responsabilidade sobre o desfecho do protesto. Liderança histórica do PT, deputado estadual e ex-prefeito de Porto Alegre e novamente candidato a governar a Capital, sua obrigação era interferir na organização da marcha e evitar que, num dia em que o ambiente político estava radicalizado, ela passasse em frente à sede do PMDB.
Na hipótese de ter se omitido, Raul Pont expôs seus companheiros e a comunidade porto-alegrense à violência praticada contra um partido político. Se, ao contrário, agiu conscientemente, escondendo-se entre os mascarados, cometeu um crime, por cujas conseqüências deverá responder.
Por sua vez, Luciana Genro alega não ter participado dos protestos de ontem à noite. Até o momento, não disse uma palavra sobre o ocorrido. Ex-deputada federal e candidata a prefeita de Porto Alegre, deveria ter se posicionado contra o ato criminoso. Ao se omitir, segue o exemplo da Raul Pont, e se associa à violação da democracia.
Entretanto, o fato é que uma das principais figuras da Comunicação de Luciana Genro, Marcelo Branco – que trabalhou anos com o PT no comando das redes sociais no Brasil inteiro, defendendo Dilma Rousseff – fez um vídeo gravando todo o trajeto do protesto, com narrativa incentivadora ao ato, inclusive ao de depredação e proteção aos vândalos: “esta é uma homenagem ao PMDB”, disse ele, após arrancarem a porta de ferro do partido. “A militância do PSOL saindo junto, aqui, na marcha Fora Temer”, narrou Branco, numa explícita prova da participação do PSOL no protesto.
Diante de tamanha monstruosidade, os partidos democráticos, as instituições republicanas e a sociedade porto-alegrense devem responder com muita força e clareza: vocês não vão incendiar o Brasil e fazê-lo retornar às trevas do arbítrio, contra o qual o PMDB lutou para alcançarmos uma democracia plena!!
Estaremos, outra vez, na linha de frente da defesa da República, da democracia e da Constituição.
Antenor Ferrari
Presidente municipal do PMDB de Porto Alegre 
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