Porto Alegre: Associação teme prejuízos após MP recomendar redução no horário de bares na Cidade Baixa Promotores querem que bares funcionem até a meia-noite, todos os dias da semana. Foto: Memória Correio do Povo

Porto Alegre: Associação teme prejuízos após MP recomendar redução no horário de bares na Cidade Baixa

A Associação dos Bares, Restaurantes e Similares da Cidade Baixa (Abresciba) criticou,neste sábado, a recomendação do Ministério Público para que a Prefeitura de Porto Alegre adote medidas para fechar os estabelecimentos no bairro, diariamente, até a meia-noite. Nessa sexta-feira, a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente expediu recomendação ao prefeito da Capital, Nelson Marchezan Jr (PSDB), para que implemente um plano de intervenção na Cidade Baixa em, no máximo, 30 dias, inclusive para revisar decreto de 2012 para que o horário das atividades de bar, restaurante, café e lancheria seja limitada, no bairro até a meia-noite, em todos os dias da semana.

Em função da recomendação, a associação teme que haja prejuízos financeiros aos estabelecimentos, uma vez que o local tradicional da boemia passará a limitar o funcionamento. A entidade conta com 70 bares e restaurantes associados e emprega em média 25 pessoas direta e indiretamente. Para discutir o tema, os associados estarão reunidos nesta tarde para apresentar alternativas a decisão, confirmou o presidente da entidade, Moacir Biasibetti. “Muitos bares investiram muito e não podem sofrer com prejuízos ainda mais em um ponto turístico de Porto Alegre”, alega.

Como a própria Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SMDE) de Porto Alegre ainda não teve acesso ao teor completo da recomendação do MP, o titular da Pasta, Ricardo Gomes, adianta que uma reunião será marcada para próxima segunda-feira a fim de achar uma solução tanto para moradores quanto para os frequentadores do bairro. “Não é uma conta fácil”, admite.

Conforme o Ministério Público, o documento decorre de reclamações dos moradores do bairro, inconformados com o horário ampliado de funcionamento de casas noturnas nessa região da cidade (2h da madrugada em fins de semana e vésperas de feriado e até a 1h nos demais dias da semana, com tolerância de meia hora). Os moradores dizem, ainda, que no bairro há estabelecimentos noturnos clandestinos ou com funcionamento em contrariedade com o licenciamento, além de haver aglomeração de pessoas nas madrugadas, causando perturbação de sossego. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

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