Porto Alegre: Escolas da rede comunitária de ensino retornam às aulas Escolas comunitárias atendem mais de 21 mil crianças. Foto: Manoelle Duarte/SMED PMPA

Porto Alegre: Escolas da rede comunitária de ensino retornam às aulas

Nesta segunda-feira, 11, começaram as aulas para milhares de crianças de escolas da rede comunitária de ensino, instituições mantidas por organizações da sociedade civil que possuem termo de colaboração firmado com o município. Na Escola Comunitária de Educação Infantil (Ecei) Eni Medeiros, bairro Jardim Carvalho, a movimentação foi intensa desde o começo da manhã, quando os pais deixavam as crianças na escola para se familiarizar novamente com o ambiente escolar e suas professoras.

A escola funciona em prédio da Secretaria Municipal de Educação (Smed) construído com recursos provenientes de contrapartida social de um empreendimento imobiliário na zona Leste, e atende 110 alunos, de zero a cinco anos, em horário integral, da 7h30 às 17h30. A Ecei Eni Medeiros recebeu esse nome em homenagem a uma das representantes de um grupo de mães que durante anos lutou pela instalação de uma escola comunitária no bairro.

A novidade deste ano, é a horta comunitária, que foi pensada e construída junto à comunidade escolar, conforme conta a coordenadora pedagógica da escola, Patrícia Sanhudo. “Nós realizamos na sexta-feira uma reunião geral e lançamos para eles esse novo trabalho da escola, que é a horta comunitária. O objetivo é levar essa consciência alimentar para as crianças e a questão da alimentação saudável. O projeto deixou os alunos com muita expectativa para o ano letivo. Ele é uma sementinha, a gente planta hoje e vai colher no futuro”, afirma. A composteira e os canteiros da horta, que serão irrigados pela água da cisterna da escola, já estão prontos, faltando apenas as mudas para o início do plantio. Com a horta em funcionamento, a escola espera ensinar às crianças sobre a importância de uma alimentação mais saudável.

O secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, foi à escola acompanhado da diretora pedagógica da Smed, Maria Cláudia Bombassaro Callegari. A visita marca o começo do ano letivo na rede pública não estatal. “As escolas comunitárias atendem mais de 21 mil crianças, e para garantir o direito à educação destes alunos, a Smed aposta na qualificação, com a exigência de contratação de mais professores. Uma grande novidade deste ano é que a rede pública não estatal conta com um aumento de 15% nos repasses, além dos 30% que receberam em 2018”, ressalta o secretário.

O retorno às aulas para as crianças da Eni Medeiros foi tranquilo. Na sala de aula da turma do Jardim A (4 anos), os alunos brincam de montar blocos, enquanto na sala ao lado, os alunos do jardim B (5 anos) acordavam da hora do cochilo e se preparavam para a hora do lanche. A professora do Jardim A, Manoela Furtado, explica que no primeiro dia as crianças voltaram muito seguras, pois já conheciam a escola, as professoras e a rotina escolar. “Eles estão tranquilos, no ambiente onde eles se sentem seguros”, salienta. A professora montou um quadro em que as figuras do sol, de uma estrela e de um coração indicavam os tipos de cumprimentos que os alunos gostariam de receber. O símbolo do sol representa um beijo, a estrela um aperto de mão e o coração um abraço especial para os alunos.

A escola, aberta no ano passado e administrada pelo Instituto Pobres Servos da Divina Providência – Centro de Promoção da Infância e Juventude, fica na rua Atílio Bilibio, 51. A vigência do contrato, estabelecido dentro das normas do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, após chamamento público, é de cinco anos.

O término do ano letivo nas Eceis está previsto para 20 de dezembro. Seguindo o calendário escolar, as escolas da rede pública, estatais ou não, estarão abertas durante 11 meses do ano. As escolas comunitárias atendem por pelo menos dez horas diárias.

As aulas nas escolas municipais de educação infantil começam na próxima segunda-feira, 18.

Comunicação Destaque Notícias