Benefício será dado a quem fizer a quitação do tributo até o dia 3 de janeiro LUIZA PRADO/JC

Porto Alegre: Marchezan reduz número de secretarias de 29 para 15 na Capital. Futuro prefeito deve anunciar secretariado na próxima segunda-feira. Ele promete fazer de tudo para evitar parcelamento de salários

 

O prefeito eleito de Porto Alegre, Nelson Marchezan (PSDB), explicou nesta sexta-feira o que planeja para a nova gestão da cidade a partir de 2017. Durante entrevista coletiva, ele afirmou que deve começar a anunciar o secretariado na próxima segunda-feira e garantiu que todos os partidos participarão ativamente da composição do governo municipal.

“Os partidos vão participar ativamente da formação da nossa gestão, até porque muitas pessoas que nos apoiaram têm experiência, tem qualificação. Nós gostaríamos de prestigiar pessoas do quadro e acredito que teremos um grupo que busque excelência. O ideal é que a gente possa otimizar a administração, melhorar a relação com a sociedade e a aplicação do recurso público”, afirmou Marchezan.

Marchezan informou que vai extinguir 14 secretarias, cujas funções serão repassadas para outras pastas. Ele não pretende realizar a montagem das 15 secretarias baseada em cortes de cargos comissionados (CCs). “A estruturação não foi pensada dessa forma. Queremos atingir o melhor resultado”, disse antes de revelar que contará com instituições que prestarão diversos serviços em toda a gestão. Ao ser questionado sobre a possibilidade de parcelamento de salários, Marchezan prometeu que fará de tudo para evitar prejuízo aos servidores.

O prefeito eleito manteve um discurso muito semelhante ao do governador José Ivo Sartori e salientou que a sua gestão será pautada pela transparência. “Estamos fazendo o máximo para apresentar remédios e soluções. Sabemos que teremos dificuldades e já temos uma ideia da atual situação e daquela que vamos enfrentar no ano que vem. Pelos dados que tivemos acesso, a condição de Porto Alegre é difícil e acho que há atrasos em serviços essenciais”, explicou.

EPTC e Carris

Marchezan relatou que estudará nos primeiros meses de gestão o caso da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) para verificar a necessidade de manutenção da sua estratura. “Vamos fazer correções nos primeiros dias de prefeitura e vamos avaliar a EPTC e outras secretarias. Vamos verificar se há prejuízo financeiro ao unir o Departamento Municipal de Água e Esgoto com o Departamento de Esgotos Pluviais. A nossa intenção é simplificar a vida do cidadão, solucionando problemas na prefeitura e não neste ou naquele órgão”, acrescentou.

O novo prefeito disse que não há intenção de privatizar a Carris, mas deu a entender que a empresa passará por uma avaliação criteriosa. “Não temos a meta de privatizá-la, mas é inaceitável que a sociedade pague R$ 50 milhões de prejuízo. Ou ela se torna uma companhia lucrativa, ou ela deverá ser privatizada”, resumiu. (Correio do Povo)

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