Porto Alegre: Milhares participam de protesto contra a lei de abuso de autoridade e manifestam apoio a Sérgio Moro Os manifestantes usaram máscaras com o rosto do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Foto: Matheus Bazzo

Porto Alegre: Milhares participam de protesto contra a lei de abuso de autoridade e manifestam apoio a Sérgio Moro

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Mais de 10 mil pessoas compareceram ao Parcão, em Porto Alegre. Foto: Matheus Bazzo
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Ministros do STF foram alvo do protesto. Foto: Matheus Bazzo

 

Mais de 10 mil pessoas compareceram nesse domingo(25) no Parcão, em Porto Alegre, para protestar contra a lei de abuso de autoridade aprovada pelo Congresso e pedir que o presidente Jair Bolsonaro a vete.  No caminhão de som, os oradores se revezaram dizendo que o projeto prejudica a Operação Lava Jato.  Os manifestantes pediram o impeachment de Dias Toffoli, presidente do STF e abertura de uma CPI para investigar o Judiciário. Mas, ele não foi o único criticado, os ministros Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes também foram foram alvo. Bonecos dos quatro foram jogados em uma lixeira, sob aplausos.  Já os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, tiveram seus nomes estampados em faixas na passarela sobre a Goethe.

Para Paula Cassol, que junto com Tuty Nair trabalhou na coordenação da manifestação em Porto Alegre, a pauta foi extensa e as expectativas superadas pela presença no cálculo da organização de entre 10 e 15 mil pessoas na concentração: “Fomos as ruas mais uma vez para defender o fim da impunidade, apoiando a lava jato e pedindo o veto presidencial do projeto de abuso de autoridade, á que não temos muito que esperar do Supremo nas ações protocoladas pelos partidos Novo e PSL. Pedimos ainda a criação da CPI da Lava Toga e o impeachment do presidente do STF, Dias Toffoli.  E como pauta de última hora a defesa da Amazônia em razão dos episódios recentes.”

Alguns presentes pediram  a indicação do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, para o posto de Procurador-Geral da República, como sucessor de Raquel Dodge, o presidente Jair Bolsonaro ainda não definiu quem ocupará o cargo. Outros manifestantes pediram que o TRF4, decida logo sobre o sitio de Atibaia e com isso amplie a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  declaram apoio ao ministro da Justiça Sergio Moro e ao presidente Bolsonaro.

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Depois de lavados os bonecos dos ministros do STF foram jogados no lixoa. Foto: Matheus Bazzo

O texto aprovado na Câmara define os crimes de abuso de autoridade cometidos por servidores públicos, militares, membros dos poderes Legislativo, Executivo, Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais ou conselhos de contas. A proposta lista uma série de ações que poderão ser consideradas crimes com penas previstas que vão de prisão de três meses até 4 anos, dependendo do delito, além de perda do cargo e inabilitação por até cinco anos para os reincidentes.

Na ocasião Maia disse que o texto aprovado é o mais justo, por abranger todos os Poderes: “O texto é o mais amplo, onde todos os poderes respondem a partir da lei”, destacou.

“É uma lei que não está protegendo o cidadão comum, mas os bandidos da velha política. O vetar tudo seria o recado de que ele (Bolsonaro) não vai retroceder na luta contra a corrupção”, disse a coordenadora do Vem Pra Rua no Rio, Adriana Balthazar, para quem Maia é considerado um traidor.

O presidente Jair Bolsonaro vem sofrendo pressão de políticos, entidades de classe e até de Moro para barrar a lei. A medida é vista como uma reação do mundo político à Operação Lava Jato, pois permitiria criminalizar condutas que têm sido comuns em investigações no País. Na quinta-feira, 22, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao presidente que vete o texto.

 

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