Porto Alegre: Roda de conversa debate a inclusão na educação infantil Smed conta com 20 professoras especializadas em educação especial. Foto: Manoelle Duarte/SMED PMPA

Porto Alegre: Roda de conversa debate a inclusão na educação infantil

Um novo ciclo de rodas de conversa inclusiva promovidas pelas secretarias municipais de Educação (Smed) e do Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE) teve início nesta quarta-feira, 15. O tema do primeiro encontro deste ano foi “Inclusão na educação infantil”. Atualmente, a Rede Municipal de Ensino possui 285 crianças matriculadas nas Emeis ou nas turmas de jardim A e B nas Emefs, e 167 alunos matriculados nas escolas da rede comunitária, com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista, além de vários casos em investigações.

Conforme explica a coordenadora de Educação Especial da diretoria Pedagógica da Smed, Cláudia Amaral Lamprecht, a secretaria conta com 20 professoras especializadas em educação especial, que fazem o suporte à inclusão nas escolas da rede municipal e comunitária, que atuam nas áreas de Educação Precoce (EP) e na Psicopedagogia Inicial (PI). As crianças atendidas podem ter os transtornos de desenvolvimento detectados antes, durante ou após o nascimento, sejam questões decorrentes de prematuridade extrema, síndromes, paralisia cerebral, microcefalia, deficiência, Transtorno do Espectro Autista ou atraso no desenvolvimento.

Os atendimentos em Educação Precoce são semanais e ocorrem com crianças de zero a três anos de idade, com a presença de um familiar. Já o atendimento da Psicopedagogia Inicial é realizado semanalmente, com crianças de três a seis anos, individualmente ou em grupo, dependendo das características das crianças. os atendimentos ocorrem nas quatro escolas especiais do município: Emeefs Professora Lygia Morrone Averbuck, no bairro Jardim do Salso; Elyseu Paglioli, no bairro Cristal; Emeef Prof Luiz Francisco Lucena Borges, no bairro Jardim Itu; e Tristão Sucupira Viana, no bairro Restinga.

Família – Durante o bate-papo, as professoras Ana Del Grande, da Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental (Emeef) Professora Lygia Morrone Averbuck, e Simone Amaral, da Emeef Elyseu Paglioli, explicaram seu trabalho como professoras de EP de referência e de assessoria à inclusão das escolas de suas respectivas regiões. A professora Simone esclarece que o trabalho de EP/PI em Porto Alegre é desenvolvido desde 1996 de maneira a nortear as escolas da cidade.

A professora Ana ressalta as frentes de trabalho em que a EP/PI é utilizada, iniciando com a Assessoria de Apoio à Inclusão em escolas das redes municipal e comunitária, onde são identificados alunos com deficiência, depois o atendimento em EP/PI ao aluno com deficiência e interlocuções com profissionais de outros setores, como saúde, porém ressalta: “A primeira inclusão acontece na família e a presença de um adulto no atendimento é fundamental”.

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) de Surdos Bilíngue Salomão Watnick, no bairro Intercap, a professora Júlia Barreto, realiza o atendimento de EP/PI auditiva. Júlia explica que no trabalho da EP/PI auditiva, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é adaptada para ensinar os sinais corporais e gestuais, como uma forma de linguagem para as crianças de zero a seis anos com deficiência auditiva ou que ainda não desenvolveram a fala, bem como os pais e responsáveis que participam do atendimento. A professora de EP/PI, Andréa Amaral dos Santos, da Emeef Prof Luiz Francisco Lucena Borges, e a professora de PI, Carla Gonzalez, da Emeef Elyseu Paglioli, salientaram a escuta das famílias no atendimento aos alunos.

Visão – A professora Monica Prisco realiza o atendimento de EP/PI Visual na Emef Salomão Watnick, explica que o trabalho de estimulação precoce visual tem como principal objetivo propiciar o maior número de sensações e experiências motoras e visuais. Como o desenvolvimento da visão ocorre até os sete ou oito meses, o ingresso do aluno com cegueira ou baixa visão no atendimento de EP/PI pode identificar o resíduo de visão do aluno e, assim, melhorar a eficiência visual do aluno.

A roda de conversa, que visa a oportunizar uma troca de experiências e ideias entre educadores e a comunidade em geral, contou com a presença de professores, educadores, coordenadores pedagógicos de escolas das redes municipal, comunitária e privada, e estagiários de educação especial da rede municipal.

O encontro também contou com a presença de demais entidades como a Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (Faders), Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Porto Alegre (Comdepa) e o diretor de Acessibilidade e Inclusão Social da SMDSE, Jorge Heleno Brasil. A próxima roda de conversa está prevista para o dia 17 de julho e terá como tema a inclusão no ensino fundamental.

Rodas de Conversa Inclusiva – No ano passado, o auditório da Smed foi palco de cinco rodas de conversa inclusivas. A primeira, em março, sobre síndrome de Down, debateu a importância de ações dentro da escola que melhorem o aprendizado desses alunos. Em maio, o bate-papo foi sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA); em julho, sobre a inclusão de jovens com deficiência no mercado de trabalho e o Programa de Trabalho Educativo (PTE) da Smed; em setembro, a inclusão escolar de deficientes visuais foi o tema do encontro; e, em novembro, a última roda de conversa abordou as altas habilidades e superdotação.

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