Reitor da UFRGS diz que cortes de Temer podem levar a parcelamento de salários. Rui Oppermann afirmou que medidas provocarão perdas irreparáveis para a educação Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Rui Oppermann. Foto: Cadinho Andrade/UFRGS

Reitor da UFRGS diz que cortes de Temer podem levar a parcelamento de salários. Rui Oppermann afirmou que medidas provocarão perdas irreparáveis para a educação

 

O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Rui Oppermann, disse em entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba, nesta segunda-feira (31), que os cortes de recursos que o governo federal está promovendo na educação pública podem levar ao parcelamento de salários de professores e demais servidores da instituição. No curto prazo, o reitor prevê dificuldade para quitação das contas básicas, como água e luz, mas também para o pagamento de funcionários terceirizados que fazem os trabalhos de manutenção, limpeza e segurança.

Segundo Oppermann, na semana passada houve uma reunião “muito dura” com o MEC durante encontro do Conselho Pleno da Andifes, em Natal, em que foram tratadas as restrições orçamentárias impostas pelo governo federal. Segundo o reitor, a Universidade trabalha com déficit previsto de R$ 45 milhões para este ano.

“Nossa demanda para o MEC é que eles não só liberem 100% do orçamento de custeio como também façam uma suplementação para se pagar o déficit, o que acho muito difícil dada a política restritiva que o atual governo está colocando”, destacou.

Oppermann projetou que a situação prejudique diretamente os alunos, uma vez que o custeio da assistência estudantil também sofreu cortes. Segundo ele, o tamanho do corte de verbas será sentido a médio e longo prazos para a pesquisa, o ensino e a extensão, classificando como perdas “irreparáveis”. O reitor disse ainda que não há possibilidade de fechamento de cursos ainda este ano, desde que as verbas para 2018 sejam mantidas.

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Já o diretor Administrativio-Financeiro do Grupo Hospitalar Conceição, Ibanez Filter, garantiu que os repasses para o maior grupo de atendimento exclusivo do SUS, estão em dia e não prevê nenhuma dificuldade para fechar o ano.

 

 

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