Réu em ação de improbidade, ministro Padilha presta depoimento na quinta à Justiça Federal de Canoas. Denúncias se referem a 2009, época em que era deputado federal Eliseu Padilha Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Réu em ação de improbidade, ministro Padilha presta depoimento na quinta à Justiça Federal de Canoas. Denúncias se referem a 2009, época em que era deputado federal

Ministro-chefe da Casa Civil no governo interino de Michel Temer, o gaúcho Eliseu Padilha (PMDB), presta depoimento, na quinta-feira, à 2ª Vara de Justiça Federal em Canoas em meio à ação civil pública de improbidade na qual é réu, junto a mais duas pessoas, entre elas o ex-reitor da Ulbra Ruben Becker. O magistrado do caso, Felipe Leal, recusou o pedido do ministro para que a oitiva tenha a data transferida. A ação, de autoria do Ministério Público Federal em Canoas, foi ajuizada em dezembro de 2014, pelo procurador da República Jorge Sodré.

O MPF apontou que duas empresas ligadas a Padilha, e que também aparecem como rés na ação, a Fonte Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda e a Rubi Assessoria e Participações Ltda, prestaram serviços remunerados de consultoria e assessoria à Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp), que é mantenedora da Ulbra. Além disso, bolsas de estudo foram supostamente concedidas sem os requisitos legais a pedido de Padilha – que, à época, era deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

As investigações que culminaram com a ação de improbidade começaram em 2009, quando o MPF em Canoas recebeu provas de que Padilha atuou em prol da Ulbra mediante vantagem pessoal valendo-se, para isso, da posição como parlamentar.

O MPF apurou que, somados, os pagamentos feitos pela Celsp/Ulbra às empresas de Padilha ultrapassaram R$ 3,5 milhões. Mesmo diante desses valores, auditorias feitas a pedido do MPF em Canoas não conseguiram encontrar nos arquivos da Celsp/Ulbra documentos ou elementos que comprovem a realização dos serviços contratados, tanto da Fonte como da Rubi.

No que se refere ao contrato da Fonte, o MPF descobriu indícios de que a empresa “foi criada justamente e exclusivamente para trabalhar para a Celsp/Ulbra”. Os promotores também consultaram o registro da Junta Comercial do Rio Grande do Sul (Jucergs) e apuraram que o ato constitutivo da empresa é posterior à assinatura do contrato entre Padilha, sócio-gerente da Fonte, e a Ulbra.

Padilha vai ser ouvido pessoalmente ou através da realização de videoconferência entre as Subseções Judiciárias de Canoas e Brasília. (Rádio Guaíba)

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