RS: Mais de 70 prefeituras do RS poderão parcelar salários de funcionários até o final do ano, aponta Famurs; por Vitória Famer/Rádio Guaíba Presidente da Famurs, Luciano Pinto, falou sobre a crise nos municípios. Aumento de custos no combustível e na energia elétrica também estão comprometendo o orçamento das prefeituras. Foto: Divulgação Famurs

RS: Mais de 70 prefeituras do RS poderão parcelar salários de funcionários até o final do ano, aponta Famurs; por Vitória Famer/Rádio Guaíba

Servidores de pelo menos 73 prefeituras do Rio Grande do Sul poderão ter salários parcelados até o final do ano. É o que aponta estudo realizado pela Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs). O número corresponde a 24% das mais de 300 cidades que responderam ao questionário enviado pela Famurs às prefeituras. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, o prefeito de Arroio do Sal e presidente da Federação, Luciano Pinto (PDT), explicou que o parcelamento representa uma ação amarga imposta, principalmente pela crise financeira atual.

Questionado sobre o que a Federação fará para tentar auxiliar a administração das contas públicas das prefeituras gaúchas, Luciano Pinto lamentou que, mesmo com o empenho da Famurs em apresentar suas pautas de reivindicações em Brasília, o governo interino de Michel Temer não está dando atenção aos prefeitos.

“Demonstramos para ele (Michel Temer) a gravidade que está sendo vivenciada pelos municípios. A resposta não foi aquela que gostaríamos de ouvir. Não tivemos o mesmo tratamento que os governadores tiveram. Parece que desconsideram que, nos municípios, os prefeitos são chefes de poderes, que têm responsabilidades, e que as coisas acontecem nos municípios. Estamos, muitas vezes, levando programas do governo (federal), estamos fazendo um favor para o governo. E no momento em que nós vamos lá, para dialogar, somos recebidos de pé. É uma situação muito difícil”, expôs Luciano Pinto.

O presidente da Famurs apontou que uma das principais dificuldades aos gestores públicos é a queda nos repasses estaduais e federais. Além disso, o aumento de custos no combustível e na energia elétrica também estão comprometendo o orçamento das prefeituras. O relatório também também apontou que, em função da crise, somente 64% das prefeituras conseguiram corrigir o salário do funcionalismo de acordo com a inflação, em 2016.

A Famurs também apontou que os nomes das 73 prefeituras não serão divulgados pelo fato de ser ano eleitoral e, além disso, também poder comprometer diretamente os administradores públicos. Porém, foi possível adiantar que Porto Alegre, Gramado, Chiapetta e Vale do Sol devem ser uns dos municípios que poderão parcelar os salários dos servidores.

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