RS: Papel da Ceitec é defendido por especialistas do setor Ex-presidente da companhia, Lubaszewski diz que operação é essencial

RS: Papel da Ceitec é defendido por especialistas do setor

Ainda não há uma definição sobre o que acontecerá com a Ceitec, empresa pública de semicondutores vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) instalada na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. Depois de informações extraoficiais de que o governo federal iria fechar a operação e demitir os funcionários, o ministro Marcos Pontes, do MCTIC negou, por meio de nota, que haja uma definição. “Não existe decisão ou confirmação de que a Ceitec será liquidada pelo governo federal”, diz o texto. Procurada, a Ceitec não se prolongou no assunto e disse apenas que a posição da empresa é a mesma do MCTIC. A fábrica da Ceitec em Porto Alegre tem 194 empregados, com salário médio de R$ 8,6 mil. A empresa recebeu subvenção do Tesouro Nacional de R$ 75 milhões em 2017. O fato de a Ceitec não ser lucrativa, muitas vezes pesa no discurso das pessoas para defender a sua extinção. Mas, para especialistas do setor, a capacidade de gerar lucro não é o fator que deve ser considerado em uma operação como essa. “O papel da Ceitec nunca foi muito bem compreendido pela sociedade e pelos tomadores de decisão. A empresa é um elo essencial da política industrial brasileira na área de microeletrônica, e isso não pressupõe que o resultado principal que entregará é o financeiro”, destaca Marcelo Lubaszewski, que foi presidente da Ceitec de 2013 a 2016 e hoje é o diretor do Zenit – Parque Científico e Tecnológico da Ufrgs. Segundo ele, a operação tem sido muito importante pelo pioneirismo, por abrir portas, trabalhar os fornecedores dessa cadeia e permitir a instalação de novas empresas e instituições.

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