Secretaria de Comunicação do Estado mostra em Brasília como ser criativo no Estado mais em crise do Brasil Diante de um cenário pouco favorável, a comunicação digital escolheu trabalhar com ousadia e criatividade - Foto: Matheus Piovesan/Secom

Secretaria de Comunicação do Estado mostra em Brasília como ser criativo no Estado mais em crise do Brasil

Como ser criativo no Estado mais em crise do Brasil? Esse é o título da palestra que a diretora de Comunicação Digital da Secretaria de Comunicação (Secom), Priscila Montandon, fez na abertura da 5ª edição do Redes-eGov, o maior evento sobre comunicação pública do país, que começou na quinta-feira (28) e se encerra nesta sexta-feira (29), em Brasília.

Quando o atual governo assumiu, o Estado vivia, e ainda vive, a mais grave crise econômica da sua história, tornando o ambiente online menos propício à comunicação inventiva e bem-humorada. Ao mesmo tempo, a equipe de comunicação do governo herdava uma base de usuários identificada com a administração anterior, portanto, um público com tendência inicial desfavorável.

Diante desse cenário, Priscila Montandon conta que havia duas opções: o feijão com arroz, que não tem erro, mas também desperta pouco interesse, e o feijão com arroz temperado com condimentos, que gera muito mais interesse, mas traz riscos. “Preferimos o segundo caminho, o da ousadia e da experimentação”, afirma.

A jornalista relatou os êxitos, mas não esqueceu dos tropeços. “Tivemos acertos para o público em geral que não foram entendidos internamente, e ações alinhadas dentro do governo que não foram compreendidas externamente. O importante é saber que isso faz parte do nosso dia a dia, só temos que aprender com essas experiências”, observa a diretora da Secom.

Com a tarefa de comunicar assuntos sérios e pesados da maneira mais amigável possível, a equipe de redes sociais da Secom gerou – além de algumas polêmicas – resultados positivos em 2015. O alcance médio semanal no Facebook está em cerca de 2 milhões de pessoas, totalmente orgânico (espontâneo), sem veiculação de posts patrocinados. Os seguidores da página do governo aumentaram 80%. Alguns vídeos atingiram mais de 1,5 milhão de visualizações e muitos deles estão sendo veiculados em televisão aberta, na TVE.

A linguagem próxima, nem publicitária nem jornalística, como se fosse um amigo que conta alguma coisa, dá o tom da comunicação nas redes sociais. “Usamos o humor como meio e não como fim. O link com os assuntos mais comentados nas redes, mesmo sendo brincadeiras, tem de servir para comunicar as ações do governo”, comenta Priscila.

O destaque está na prestação de serviços: a Ouvidoria foi incorporada à página do Facebook, aumentando a interação. “A rede social é, na maioria das vezes, a porta de entrada das pessoas com o governo”, diz Priscila, acrescentando que “a atenção ao dinamismo da internet é fundamental e faz toda a diferença no trabalho cotidiano da sua equipe”.

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