Sob pressão, Temer reduz meta de cortar ministérios O vice-presidente, Michel Temer, fala à imprensa ao deixar seu gabinete no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sob pressão, Temer reduz meta de cortar ministérios

Sob pressão de aliados, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), admitiu a interlocutores que, caso substitua Dilma Rousseff (PT) na Presidência, não conseguirá cortar ministérios como planejava. Às vésperas da votação do impeachment na Câmara, há duas semanas, estimava reduzir os ministros de 32 para 22, no máximo. A conta já está em 26 e ainda não fecha.
A dificuldade crescente decorre de acordos para garantir o avanço do processo. Antes na base de apoio de Dilma, PP, PR, PSD e PRB votaram majoritariamente pelo afastamento da petista. O vice precisa ainda abrir espaços para PSDB, DEM e PPS, que acertaram com o PMDB apoio a Temer no Congresso. O senador José Serra (SP) deve assumir o Ministério das Relações Exteriores.

As secretarias de Portos e Aviação Civil, que antes seriam fundidas em nova pasta de infraestrutura, são negociadas com o PRB e o PR. Temer recuou também nos planos de unir Educação à Cultura e Esporte ao Turismo. Já a equipe econômica está quase definida. Em encontro, o vice disse a Henrique Meirelles, cotado para a Fazenda, que ele será o “fiador” e a figura central da economia em sua futura gestão. Em seguida, Meirelles disse a jornalistas que “restaurar a confiança na solvência futura do Estado brasileiro” será o principal desafio do novo governo.
(Folha de São Paulo)

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