Abert divulga comunicado repudiando agressão à jornalista Guacira Merlin da RBSTV / Globo; por Gabriel Vaquer/natelinha.uol.com.br

Abert divulga comunicado repudiando agressão à jornalista Guacira Merlin da RBSTV / Globo; por Gabriel Vaquer/natelinha.uol.com.br

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Estou escrevendo com atraso, não sabia do fato, mas acredito que todos cidadãos tem que repudir um fato como o descrito abaixo. Tomei conhecimento, através da redes sociais do meu ex-colega de Rádio Gaúcha, professor Luiz Artur Ferrareto, que escreveu em seu perfil no facebook: “No domingo, dia 1º de maio, o que aconteceu com a repórter Guacira Merlin, da RBS TV, não foi um protesto contra seu empregador como querem alguns. Foi uma agressão pura e simples, um ato de desrespeito ao ser humano e à profissão de jornalista. Só isto.”  Abaixo a íntegra da notícia publicada no blog natelinha.uol.com.br . Minha solidariedade a Guacira Merlin – uma das melhores repórteres da televisão brasileira – e a todos colegas que sofrem ataques desse tipo ao tentar simplesmente cumprir nosso papel de informar.

 

No último domingo (1), uma equipe de reportagem da RBSTV, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul, foi agredida por um manifestante favorável ao Governo Dilma Rousseff (PT).

O ato de violência aconteceu quando a repórter Guacira Merlin gravava matéria sobre uma manifestação promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em favor da presidente, onde passaria as informações resumidas também dos que queriam a saída de Dilma e também foram às ruas.

Enquanto gravava uma passagem – quando a repórter aparece na reportagem -, um homem, que não foi identificado, se aproximou e chutou o apoio da câmera, deixando o equipamento danificado.

Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) condenou o caso. A entidade repudiou o acontecimento e disse que “considera extremamente preocupantes os contínuos atos de violência que tentam impedir a livre e necessária atuação da imprensa”.

Leia a nota na íntegra:

“A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) repudia a agressão sofrida pela equipe da RBS TV, afiliada da Rede Globo, durante cobertura das manifestações de 1º de maio, em Porto Alegre (RS).

A repórter Guacira Merlin fazia uma gravação sobre a manifestação promovida por sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) em favor da presidente Dilma quando um homem se aproximou da equipe e chutou o apoio da câmera, danificando o equipamento. O agressor não foi identificado.

A ABERT considera extremamente preocupantes os contínuos atos de violência que tentam impedir a livre e necessária atuação da imprensa. Todo e qualquer tipo de agressão ou intimidação ao trabalho de jornalistas é um ato contra a democracia. Os profissionais de imprensa cumprem o dever de informar sobre fatos de interesse da sociedade e, portanto, merecem respeito.

DANIEL PIMENTEL SLAVIERO
Presidente”

Mídia: Apenas 39 emissoras de rádios AM estão em condições de migrarem à FM

Mídia: Apenas 39 emissoras de rádios AM estão em condições de migrarem à FM

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Apenas 39 emissoras de rádio AM estão habilitadas e em condições de migrar para a banda FM, informou nesta quarta-feira (16) o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José. A expectativa do governo é que 200 estejam habilitadas até novembro, quando começa o processo de migração. A banda FM tem condições de comportar um total de 894 emissoras e o governo estuda ampliar esse espectro a partir de 2018.

“Analisamos recentemente cerca de mil emissoras. Nessa análise, vimos que 39 delas estão inteiramente aptas e com a documentação absolutamente em dia para a migração. Nossa meta é chegar a 200 até 7 de novembro, Dia do Radialista, mas vamos trabalhar para que sejam até mais”, disse o secretário durante audiência pública na Câmara dos Deputados. “Pretendemos começar a migração no início de novembro para, em dezembro, concluirmos o primeiro lote de migração. Em março, mais 200; e em maio outras 200”, acrescentou.

De acordo com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, a migração interessa boa parte das emissoras AM. “Em média, 78% das rádios querem a migração. Ou seja, das 1.781 outorgas de rádio AM, 1.386 gostariam de ir para a FM”, disse ele ao destacar que, entre as motivações para a migração, está a baixa qualidade da faixa AM, com mais interferências e ruídos que a banda FM.

Rezende disse ainda que será necessário um planejamento para a ampliação da FM. “Por conta do número de veículos, existe necessidade de aumento das faixas. Em muitas regiões, principalmente nos grandes centros, não caberão todas rádios AM no espectro da FM”. Para que isso seja possível, será necessário desocupar antes algumas faixas ainda destinadas à TV analógica, bem como adaptar receptores, o que pode levar até cinco anos, segundo o Ministério das Comunicações.

O processo implicará em custos para as rádios, enfatizou o representante da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Paulo Machado de Carvalho Neto, que também é presidente da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão de São Paulo (Aesp). Para ele, a migração para a FM é necessária devido à sujeira no espectro, à interferência e pela impossibilidade de sintonia em smartphones.

Para a Abert, a falta de recursos das emissoras para arcar com os custos da migração é um problema. “Cinquenta e oito por cento das emissoras é de médio porte e 40% de pequeno porte. Ou seja: 98% das emissoras são de pequeno ou médio porte. E a maioria delas é voltada à sua comunidade e não à região”.

Na avaliação do secretário do Ministério de Comunicações, boa parte das dificuldades das autoridades em estimar os custos da migração está na falta de transparência das radiodifusoras. “Prejudica o fato de não termos uma avaliação clara do setor das comunicações no Brasil. Não sabemos qual é o peso efetivo das comunicação no Brasil; não temos valores de mercado; não sabemos quanto vale uma FM ou uma televisão porque ainda não tivemos condições de fazer um cadastramento do setor”, disse Emiliano José ao apontar esta como uma das grandes lacunas do ministério.

“Portanto, para fazermos a migração, não há mais como fugir: temos de pedir a situação econômica da empresa, para se chegar a uma tecnologia e a um preço mais justo. Estamos trabalhando para que os processos que entram no ministério sejam analisados imediatamente”, acrescentou ele ao cobrar das rádios, “informes” que ajudem na avaliação dos custos da mudança. (Agência Brasil)