Após polêmica envolvendo jato da FAB, advogado-geral da União se reúne com Temer e Padilha nesta segunda-feira; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Após polêmica envolvendo jato da FAB, advogado-geral da União se reúne com Temer e Padilha nesta segunda-feira; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

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O presidente interino Michel Temer, do PMDB, vai se reunir amanhã com o advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, após a polêmica que envolveu o uso de um jato da Força Área Brasileira em um deslocamento do gaúcho a Curitiba, a fim de buscar a retomada de recursos de empreiteiras investigadas pela operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Na quarta passada, Osório viajou com o aparelho da FAB a Curitiba, onde a Justiça Federal concentra o processo judicial da Lava Jato. A partir de então, blogs políticos do Centro do País citaram o eventual descontentamento de Temer com a forma como o advogado-geral solicitou o voo – com um suposto “carteiraço” à Força Aériea – e chegaram, inclusive, a cogitar o desembarque dele governo em função disso. Desde de que assumiu, Temer já exonerou dois ministros do primeiro escalão.

A Força Área, porém, se apressou a prestar esclarecimentos e alertou, ainda no fim de semana, que tudo transcorreu dentro da normalidade. O brigadeiro-do-ar Ary Soares Mesquita divulgou nota informando que todos os dados de voos da FAB, como o que levou Osório a Curitiba, são públicos e estão divulgados no site da instituição. A informação é de que todas as orientações de um decreto presidencial para o uso do meio foram respeitadas, assim como todos os procedimentos formais e legais para a viagem, o que permitiu concretizar a missão (veja nota oficial abaixo).

A interpretação de interlocutores próximos ao advogado-geral da União é de que denúncias e ofensivas contra Osório tenham sido motivadas pela tentativa do governo de reaver cerca de R$ 12 bilhões hoje nas contas de empreiteiras suspeitas de desviarem recursos da Petrobras

Após a reunião com Temer, Medina Osório se encontra, também amanhã, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, considerado padrinho político do advogado-geral da União.

A assessoria de Padilha informou que ele só vai se pronunciar sobre a situação de Osório no governo após esse encontro. Também foram negadas especulações de que o próprio chefe da Casa Civil esteja pedindo para o presidente Temer a saída de Osório do cargo.

Veja a nota oficial publicada pela FAB no fim de semana:

Com relação as recentes informações levantadas pelos meios de comunicação acerca do transporte do Exmo. Sr. Advogado-Geral da União, Fábio Medina Osório, para a cidade de Curitiba (PR), no dia 01 de junho de 2016, a Força Aérea Brasileira (FAB) esclarece que o atendimento seguiu todos os procedimentos formais e legais, tendo o voo transcorrido sem qualquer tipo de anormalidade.

Reforça que tal atendimento seguiu as orientações contidas nos decretos presidenciais nº 4.244, de 22 de maio de 2002; nº 8.432, de 9 de abril de 2015, que estabelecem as regras e prioridades para o transporte de autoridades do 1º escalão do governo federal.

O translado para Curitiba foi solicitado na manhã do dia 01 de junho e a FAB contava com aeronave disponível no horário solicitado, o que possibilitou que a missão se concretizasse, tendo ocorrido sem nenhuma interferência de órgãos externos para o seu cumprimento.

Todos os dados deste voo estão disponíveis no site da Força Aérea, e podem ser acessados em www.fab.mil.br, no item registro de voos.

Brasília, 04 de junho de 2016.

Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Advogado-geral da União ataca fala de FHC pró-impeachment

Advogado-geral da União ataca fala de FHC pró-impeachment

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Em resposta a entrevista do ex-presidente ao Estado, advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse que “impeachment sem fato imputável não pode acontecer”. Cardozo e lideranças governistas do Congresso criticaram as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao Estado publicada na edição de ontem, FHC defendeu o impeachment da presidente como o caminho da superação da crise por que passa o País, postura comemorada por parlamentares da oposição. Para advogado-geral da União, posição é ‘lamentável’ para quem tem ‘passado de defesa da democracia’; oposição comemora adesão e postura de ‘estadista’ A repercussão está em O Estado de São Paulo.