Aécio fala que voto não é salvo-conduto; Dilma lembra ações para desestabilizá-la

Aécio fala que voto não é salvo-conduto; Dilma lembra ações para desestabilizá-la

Destaque Poder Política

Divididos em relação às declarações da presidente afastada Dilma Rousseff, depois de um intervalo de uma hora para almoço, senadores favoráveis e contrários ao impeachment retomaram a sessão de julgamento do processo contra a Dilma com a manifestação do tucano Aécio Neves (MG), um dos maiores opositores de Dilma.

Ao tentar desqualificar a presidente desde a campanha, o senador mineiro resgatou falas usadas por Dilma Rousseff desde a disputa eleitoral e criticou o argumento usado pela defesa de que o processo é um golpe e a petista foi eleita legitimamente em 2014 com 54 milhões de votos. “Vossa Excelência recorre aos votos que recebeu como justificativa. Não é salvo-conduto. É delegação que pressupõe deveres e direitos. O maior dos deveres de quem recebe votos é o respeito a leis e à Constituição”, provocou o tucano. Aécio lembrou que, em setembro de 2014, em um debate televisivo, Dilma disse que a inflação era próximo de zero, mas sempre tinham os pessimistas de plantão. “Não foi o que 2015 mostrou”, afirmou.

Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária para votar a Denúncia 1/2016, que trata do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff por suposto crime de responsabilidade. Em pronunciamento, presidente afastada Dilma Rousseff. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Presidente afastada Dilma Rousseff. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em tom duro, o tucano criticou Dilma por “apontar” o PSDB e “esquecer” que são as contas de campanha dela que estão sendo investigadas pela Justiça. Segundo ele, a perda de uma eleição não desonra uma legenda, enquanto causa desonra vencer “as eleições faltando com a verdade”.

Em resposta às declarações de Aécio Neves, Dilma lembrou que, após a reeleição, uma série de medidas foram adotadas para desestabilizar o governo. Como exemplo, citou o pedido do PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para uma auditoria nas urnas eletrônicas e nas contas da campanha petista.

Questionada sobre a situação da economia do país, com a inflação que ultrapassou os 10%, a presidente afastada atribuiu a crise à queda no preço das commodities – como petróleo e minério de ferro – que impactaram na queda de arrecadação.

Ela também destacou o cenário internacional afetado, pouco depois da reeleição, pela decisão norte-americana de abandonar a politica de expansão fiscal, levando à elevação dos juros americanos e do valor das moedas. “Não foi só o real. Todas as moedas foram atingidas”, afirmou.

Além de Aécio, outros 38 senadores se inscreveram para fazer perguntas. Cada parlamentar dispõe de cinco minutos para se manifestar, sem limite de tempo para que Dilma responda. Até o intervalo, dez senadores haviam usado a palavra, sendo duas manifestações de apoio vindas de parlamentares do mesmo partido de Temer. O primeiro apoio veio da senadora Kátia Abreu (TO), que foi ministra da Agricultura no governo Dilma, e o segundo de Roberto Requião (PR).

Na primeira parte da sessão (das 9h40 às 13h), a petista respondeu perguntas de dez senadores. Dilma não trouxe novidades e, em quase todas as respostas, reforçou os argumentos de que é vítima de um “golpe parlamentar”, rechaçando a tese da acusação de que ela cometeu crime de responsabilidade fiscal.

“Se me julgarem sem crime de responsabilidade, senador, é golpe. Um golpe integral”, afirmou Dilma em resposta ao senador tucano Aloysio Nunes (SP).

Sobre o fato de não ter recorrido ao STF (Supremo Tribunal Federal) até o momento, ela disse que ainda não esgotou a participação no Senado. “Eu não recorri porque respeito essa instituição. Eu disse na minha fala que respeito meus julgadores porque chegaram aqui com os mesmos votos que me elegeram nas urnas.”

Regime de exceção

Ainda segundo a presidente afastada, quando qualquer sistema político aceita condenar um inocente é criado um nível de exceção com consequências políticas.

“Não estou aqui dizendo que hoje está tendo um golpe de Estado. Estou dizendo ‘me condenem que este golpe será irreversível’. E aí uma das maiores instituições do país, o Senado da República, terá cometido um crime contra uma pessoa inocente”, concluiu. (Agência Brasil)

CNT: Lula vence, hoje, em todos os cenários de primeiro turno à disputa à Presidência. Aécio, porém, ganha em segundo turno contra o petista e contra Marina Silva

CNT: Lula vence, hoje, em todos os cenários de primeiro turno à disputa à Presidência. Aécio, porém, ganha em segundo turno contra o petista e contra Marina Silva

Notícias Poder Política

Pesquisa CNT/MDA feita com 2.002 pessoas em 137 municípios localizados de 25 unidades federativas mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é hoje o candidato mais votado em todos os cenários de primeiro turno para as eleições presidenciais de 2018.

De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta, em um cenário tendo como principal adversário o tucano Aécio Neves, Lula soma 22% das intenções de voto, enquanto Aécio fica com 15,9%, seguido de Marina Silva (14,8%), Ciro Gomes (6%), Jair Bolsonaro (5,8%) e Michel Temer (5,4%). Brancos e nulos correspondem a 21,2%, enquanto o total de indecisos, neste cenário, é de 8,9%.

Em um segundo cenário, no qual Aécio é substituído pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Lula soma 22,3% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (16,6%) e Alckmin fica em terceiro com 9,6%. Na sequência, aparecem Ciro Gomes (6,3%), Michel Temer (6,2%) e Jair Bolsonaro (6,2%). Brancos e nulos perfazem, neste cenário, 24% dos eleitores, enquanto 8,8% dos entrevistados se dizem indecisos.

De acordo com a pesquisa, Lula foi o candidato mais citado nas intenções de votos espontâneas, com 8,6%. Em segundo lugar, o candidato mais citado foi Aécio Neves (5,7%), seguido por Marina Silva (3,8%), Dilma Rousseff (2,3%), Michel Temer (2,1%), Jair Bolsonaro (2,1%), Ciro Gomes (1,2%), Geraldo Alckmin (0,6%), Joaquim Barbosa (0,6%) e José Serra (0,3%).

Para o segundo turno, foram apresentados quatro cenários. Com a disputa entre Lula e Aécio, o tucano supera o petista, com 34,3% das intenções de voto, contra 29,9% do petista. Brancos e nulos perfazem 28,8%, enquanto os indecisos são 7%.

Caso a disputa fique entre Aécio Neves e Michel Temer, Aécio ganha com 32,3% dos votos, ante os 15,8% das intenções de voto para Temer. O percentual de votos brancos e nulos, neste cenário, é de 42,2%. Já os indecisos são 9,7%.

Em um eventual confronto de segundo turno entre Aécio e Marina Silva, o tucano obtém 29,7% das intenções de voto, ante os 28% declarados para Marina. Brancos e nulos são 34,6%, e os indecisos perfazem 7,7%.

O quarto cenário projetado pela CNT é o de um confronto entre Lula e Temer. De acordo com a pesquisa, Lula consegue 31,7% dos votos, enquanto Temer 27,3%. Brancos e nulos são 33,4% e indecisos, 7,6%.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. ( Agência Brasil )

Temer escolhe Aloysio Nunes Ferreira como líder do governo no Senado. Tucano disputou as eleições de 2014 como vice na chapa de Aécio Neves

Temer escolhe Aloysio Nunes Ferreira como líder do governo no Senado. Tucano disputou as eleições de 2014 como vice na chapa de Aécio Neves

Direito Economia Notícias Poder Política

O presidente interino Michel Temer escolheu o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) para a liderança do governo no Senado. De acordo com a assessoria de Temer, o senador e o presidente encontraram-se no início da tarde de hoje no Palácio do Planalto.

GM_senado-sessao-nao-deliberativa-ordinaria_06192015043-850x566
Senadores Aécio Neves (PSDB-MG) eAloysio Nunes (PSDB-SP). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Na eleição presidencial de 2014, ele concorreu como vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG). Além de ter exercido mandatos de deputado estadual e federal por São Paulo, Aloysio Nunes foi vice-governador do estado de 1991 a 1994.

No ano passado, o senador teve o nome citado em um pedido de abertura de inquérito para apurar supostas doações ilegais de campanha. Embora o nome do senador paulista tenha sido citado em depoimentos de delação premiada do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, investigado na Lava Jato, o caso não é relacionado à operação. Na ocasião, o senador negou qualquer irregularidade.

Temer já havia definido também a liderança do governo na Câmara dos Deputados com a escolha do deputado André Moura (PSC-SE).

Os líderes do governo no Senado e na Câmara fazem a articulação entre o Planalto e os parlamentares e com a base aliada no Legislativo. (Agência Brasil)

Ex-presidente do PSDB mineiro é preso em operação policial em Belo Horizonte A operação foi deflagrada em função de desvio de recursos públicos em obras

dilma Notícias Poder Política Vídeo

A Polícia Militar e o Ministério Público realizaram em Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira, operação em parceria com a Polícia Federal. A Polícia Militar informou que seis pessoas foram presas, entre elas o ex-deputado e ex-secretário de Ciência e Tecnologia Nárcio Rodrigues (PSDB), e o dono do Supermercado Bretas e da Construtora Global Engenharia, Maurício Reis Bretas. Todas as prisões são temporárias, ou seja, com prazo de validade de até cinco dias. As prisões foram em Belo Horizonte, Uberaba, no Triângulo, e em São Paulo. A operação foi deflagrada em função de desvio de recursos públicos em obras da Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Hidroex, localizada em Frutal, no Triângulo, cidade natal de Nárcio.
O filho de Nárcio, deputado federal Caio Nárcio (PSDB), está na sede do Ministério Público estadual, onde o pai se encontra preso, aguardando transferência. O parlamentar disse que está apenas acompanhando o caso. Informações não oficiais apontam que a operação de hoje investiga desvio de recursos públicos que somam R$ 18 milhões. Ao chegar preso na sede do Ministério Público, Nárcio Rodrigues disse que não sabia o motivo da prisão. Caio Nárcio homenageou o pai e o avô no voto favorável a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, na sessão da Câmara dos Deputados. Confira no vídeo acima.
índiceNárcio está preso na sede do Ministério Público estadual, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul. Ele e os demais presos devem ser transferidos ainda hoje para o Ceresp. Não há informações ainda sobre qual unidade da capital, localizadas nos bairros São Cristóvão e Gameleira, deve receber os presos da operação da manhã desta segunda-feira. Entre as seis prisões, uma foi realizada em São Paulo, outra em Uberaba, no Triângulo, e as demais em Belo Horizonte. Além de  Nárcio e  Maurício Bertas, ainda não foram reveldas as identidades dos demais presos. A operação, batizada de  Aequalis, cumpriu também 16 mandados de busca e apreeensão em Belo Horizonte e  Frutal, no Triângulo.
Desvio de dinheiro público
A operação desta segunda-feira investiga desvios de recursos na construção do complexo batizado de Hidroex, instalado em Frutal. As autoridades não confirmam o valor do dinheiro que teria sido desviado. Policiais militares estiveram nesta segunda-feira na sede da Secretaria de Ciência e Tecnologia, na Cidade Administrativa, no Bairro Serra Verde, em Venda Nova. Os policiais tinham mandados de busca e apreensão no escritório da Hidroex mantido na sede da secretaria.
Há apenas uma estimativa, ainda não oficial, de R$ 18 milhões desviados de obra no Hidroex. Levantamento teria sido feito pela Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais. A Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Hidroex) foi criada na gestão do então secretário de Ciência e Tecnologia Nárcio Rodrigues. Para as obras iniciadas em março de 2012 foram licitadas empreiteiras ao custo de R$ 200 milhões. Até hoje o conjunto de prédios está inconcluso. As obras foram paralisadas em setembro de 2014 e retomadas há dois meses.
De acordo com informações da Secretaria de Ciência e Tecnologia,  já foram concluídas pouco mais de 90% do conjunto de prédios – laboratórios de pesquisa, sedes da UEMG e da Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais, além de um alojamento para pesquisadores. Além disso, 81% da Vila Olímpica também tiveram obras concluídas.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Ciência e Tecnologia informou ainda que o atual governo pagou R$ 17 milhões aos empreiteiros reponsáveis pela construção do complexo para a retomada das obras pralisadas. Além disso, o governo mineiro prevê nova licitação para a conclusão do complexo projetado para ser um centro mundial de pesquisa sobre águas.
Apreensão na casa de Nárcio
De acordo com boletim de ocorrências da Polícia Militar, foram cumpridos na manhã desta segunda-feira mandados de prisão e de busca e apreensão na residência de Nárcio Rodrigues, no Bairro Gutierrez, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os mandados foram expedidos pelo juiz Gustavo Moreira, da vara Criminal da Infância e Juventude da comarca de Frutal, no Triângulo.
Na residência do ex-deputado e ex-secretário de estado foram apreendidos um aparelho celular, além dos quatro sacos plásticos utilizados para apreensão dos materiais e documentos, que foram lacrados para a entrega ao Ministério Público estadual.
Ministério Público Estadual
Na manhã desta segunda-feira, seis carros do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas  (Rotam), um dos braços da Polícia Militar, trouxeram material apreendido na Operação Aequalis.  Conforme informações no local, são documentos, um telefone celular e  um notebook. (Estado de Minas)
STF: Gilmar Mendes suspende coleta de provas no inquérito que investiga Aécio Neves

STF: Gilmar Mendes suspende coleta de provas no inquérito que investiga Aécio Neves

Notícias Poder Política

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu hoje (12) a coleta de provas no inquérito que investiga o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por supostas irregularidades na empresa estatal de energia elétrica de Furnas. Na mesma decisão, o magistrado devolveu o inquérito ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para reavaliação.

AC_Ministro-Gilmar-Mendes-e-recebido-por-Eduardo-Cunha_23092015001-850x566
Ministro Gilmar Mendes Foto Arquivo: Antonio Cruz/ Agência Brasil

No despacho, Mendes ressalta que a defesa do senador demonstrou não existirem novos fatos que embasem o pedido de investigação. “Os elementos de prova aqui coligidos já eram do conhecimento da Procuradoria-Geral da República. O único elemento novo seria o depoimento de Delcídio do Amaral. Sustenta, no entanto, que as declarações do colaborador não forneceram nenhum acréscimo relevante ao conjunto probatório”, diz o despacho.

Ontem (10), o ministro foi designado como relator do inquérito que investiga o senador. Já o ministro Dias Toffoli foi escolhido para relatar o pedido contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As duas relatorias foram definidas por distribuição eletrônica. Os fatos estão associados à investigação da Operação Lava Jato. No entanto, o ministro Teori Zavascki pediu à Presidência da Corte a redistribuição dos pedidos de abertura de inquérito nas investigações sobre os parlamentares.

Em despacho, Teori disse não ver “relação de pertinência imediata” da representação criminal apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Aécio e Cunha, apesar de os indícios contra os dois parlamentares terem surgido em meio às investigações da Lava Jato.

Conforme manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF no pedido de abertura de inquérito contra Aécio, além das acusações contra o tucano feitas pelo doleiro Alberto Yousseff em delação premiada, surgiram “fatos novos” a partir da delação do senador cassado Delcídio do Amaral.

Em delação homologada pelo STF, Youssef disse, primeiramente, que o PSDB, por intermédio do senador Aécio Neves, “possuía influência” em uma diretoria de Furnas, juntamente com o PP, e havia o pagamento de valores de empresas contratadas.

Em segundo depoimento, o doleiro declarou que o PSDB, por meio de Aécio Neves, “dividiria uma diretoria em Furnas” com o PP, por meio de José Janene. Youssef disse ainda que Aécio também “teria recebido valores mensais”, por meio de sua irmã, de uma das empresas contratadas por Furnas, a Bauruense, no período entre os anos de 1994 e 2000/2001.

Supremo abre inquérito para investigar Aécio Neves

Supremo abre inquérito para investigar Aécio Neves

Direito Notícias

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), requerida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em início de maio. Já o ministro Dias Toffoli autorizou as diligências requeridas pelo Ministério Público Federal (MPF) no pedido abertura de inquérito, anunciado mais cedo, contra o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

No site do STF, o acompanhamento processual do pedido de abertura de inquérito contra Aécio registra um despacho do ministro Mendes, confirmando ter sido acolhida a representação do procurador-geral da República “em desfavor de Aécio Neves da Cunha”. O texto revela ainda que foi determinado o desarquivamento de outra ação citando o senador. O trecho do texto registrado no acompanhamento processual detalha ainda que foi “determinada a remessa dos autos à Corregedoria-Geral de Polícia Federal para providenciar as inquirições e diligências requisitadas na representação”, em um prazo de 90 dias.

De acordo com manifestação de Janot enviada ao STF no pedido de abertura de inquérito contra Aécio, além das acusações contra o senador feitas pelo doleiro Alberto Yousseff em delação premiada, surgiram “fatos novos” a partir da delação do senador cassado Delcídio do Amaral, ex-líder do governo no Senado.

Saiba mais sobre o caso que envolve Aécio

Em delação homologada pelo STF, Youssef disse, primeiramente, que o PSDB, por intermédio do senador Aécio Neves, “possuía influência” em uma diretoria de Furnas  – empresa subsidiária da Petrobras, juntamente com o PP.

Em segundo depoimento, o doleiro declarou que o PSDB, por meio de Aécio Neves, “dividia” uma diretoria em Furnas com o PP, por meio de José Janene. Youssef disse ainda que Aécio também recebeu “valores mensais”, por meio da irmã, de uma das empresas contratadas por Furnas, a Bauruense, no período entre os anos de 1994 e 2000/2001.

Em um primeiro momento, Janot pediu arquivamento das denúncias contra Aécio por “inexistência de elementos” para corroborar as declarações de Youssef. Contudo, com a delação de Delcídio, segundo Janot, surgiram novos elementos indicando, “com maior robustez”, a suposta prática de crimes, “justificadores do aprofundamento das investigações”.

Saiba mais sobre o caso que envolve Cunha

De acordo com a decisão do ministro Dias Toffoli, o pedido de abertura de inquérito feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) busca a “apuração de ilícitos penais, em tese, atribuídos ao Deputado Federal Eduardo Consentino da Cunha” e a “consequente realização” de diligências, também no prazo de 90 dias incluindo a oitiva do deputado e a coleta “pela autoridade policial, entre o material apreendido e produzido no contexto da Operação Lava Jato, de quaisquer evidências que contribuam para o completo esclarecimento dos fatos em apuração”.

Na decisão, Toffoli lembrou que o pedido foi inicialmente distribuído ao ministro Teori Zavascki, que solicitou à presidência do Supremo a redistribuição do pedido de abertura de inquéritos contra Cunha e Aécio. Na distribuição eletrônica, o pedido relativo a Cunha foi destinado a Toffoli e o que envolve Aécio, a Gilmar Mendes.

Em relação a Eduardo Cunha, o procurador-geral da República sustentou que, a partir da delação do senador cassado Delcídio do Amaral, há indícios da prática de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro relacionada à participação do peemedebista em fraudes de contratos de Furnas.

O procurador sustenta que Cunha, conforme depoimento de delação premiada de Delcídio, atuou na Câmara para alterar a legislação do setor elétrico, entre 2007 e 2008, a fim de favorecer a empresa Serra da Carioca II, na venda de ações para Furnas, e o doleiro Lúcio Funaro, considerado operador financeiro do peemedebista, por desvio de dinheiro em contratos da estatal.

No mesmo depoimento, Delcídio relatou que Eduardo Cunha tinha pessoas indicadas em Furnas. Segundo ele, o deputado fazia uso de requerimentos para convocar empresários que tinham contratos com a estatal. (Agência Brasil)

Janot pede inquérito sobre Aécio e já prepara ação contra Dilma. Procurador deve ainda incluir Lula em apuração com base em delação de senador; todos negam as acusações

Janot pede inquérito sobre Aécio e já prepara ação contra Dilma. Procurador deve ainda incluir Lula em apuração com base em delação de senador; todos negam as acusações

Direito Negócios Notícias Poder Política

A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal pedidos de abertura de inquéritos contra o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB. As ações se baseiam na delação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS). As solicitações estão ligadas a acusações de recebimento de propina de Furnas e de maquiagem de dados do Banco Rural a fim de esconder o mensalão mineiro. Em nota, Aécio afirmou que os inquéritos vão mostrar a “falsidade das citações”. A Folha apurou que o procurador- geral da República, Rodrigo Janot, prepara pedido de abertura de inquérito a ser apresentado ao STF para investigar a presidente Dilma Rousseff (PT). Ela é suspeita de atuar para obstruir investigações da Lava Jato. A ação deve envolver o ex-presidente Lula, que teria sido nomeado para a Casa Civil a fim de embaraçar a aplicação da lei, e o ministro Marcelo Navarro, do Superior Tribunal de Justiça. Delcídio diz que ele foi conduzido à corte para beneficiar empreiteiros. A assessoria de Dilma nega que ela tenha atuado para obstruir a Lava Jato. A defesa de Lula alega que a posse não objetivou alterar seu foro de investigação. Navarro afirma que não se comprometeu a tomar decisões a favor de investigados. (Folha de São Paulo)

Janot pede ao STF para investigar Aécio, Cunha, Edinho, Marco Maia e ministro do TCU. Políticos foram citados no acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral

Janot pede ao STF para investigar Aécio, Cunha, Edinho, Marco Maia e ministro do TCU. Políticos foram citados no acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral

Direito Notícias

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para iniciar as investigações contra pessoas citadas no acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS) na Operação Lava Jato. As petições chegaram ao Supremo na quinta-feira passada. Janot pretende investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Edinho Silva, o deputado federal Marco Maia (PT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego.

Cabe ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, decidir pela autorização.

Em março, Zavascki homologou o acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS) firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), de modo a colaborar com as investigações da operação. Na ocasião, o ministro retirou o sigilo do processo e divulgou a íntegra dos depoimentos de delação.

No mês passado, o ministro decidiu incluir no principal inquérito da Operação Lava Jato que tramita na Corte trechos da delação do senador Delcídio em que a presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente, Michel Temer, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são citados.

Na delação, também foi citado e incluído no inquérito Joel Rennó, ex-executivo da Petrobras do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. (Agência Brasil)

Aécio nega “quarto turno das eleições” e aponta “equívocos” e “arrogância” de Dilma para impeachment

Aécio nega “quarto turno das eleições” e aponta “equívocos” e “arrogância” de Dilma para impeachment

Notícias Poder Política

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (SP), negou que a presidente Dilma Roussef vá enfrentar o “quarto turno das eleições” na votação do Senado Federal que vai selar o seu futuro político no processo de impeachment. O tucano disse que o motivo para a petista ser alvo de uma investigação e de um processo no Congresso Nacional foram os “equìvocos”, os “ilícitos” e a “arrogância” dela durante seus seis anos de governo. Aécio disse que foi o “primeiro brasileiro” a reconhecer a vitória da petista nas Eleições 2014 e afirmou que, “se ela está na iminência de perder o seu mandato, não é pela força da oposição, que não representa sequer 20% das cadeiras no Congresso Nacional”. – Em última instância, ela precisará de 2/3 de votos contra na Câmara e no Senado. Portanto, não é a oposição a responsável pelo eventual afastamento da presidente da República, mas os equívocos e os ilícitos cometidos sucessivamente no seu governo e a arrogância de quem até hoje não admitiu sequer um dos gravíssimos equívocos que cometeu nem as ilicitudes do seu governo.

Após a derrota na Câmara dos Deputados no domingo (17), Dilma disse prometeu um “um novo governo” caso conseguisse se livrar da perda do mandato e avisou: “Posso dizer que estou enfrentando o quarto turno das eleições”.

Conversa com Temer

O tucano disse também que mantém conversas com o vice-presidente Michel Temer, próximo da linha sucessória ao Palácio do Planalto e provável substituto de Dilma Rousseff, caso ela seja afastada do cargo pelo Senado Federal.

O motivo do contato telefônico, segundo Aécio, foi o “enorme número de partidos políticos que existem hoje” no Congresso. Aécio disse que conversou com Temer na última segunda-feira (19) para tratar do tema.

– Eu disse ontem ao vice-presidente da República que, se assumir a Presidência da República, uma das questões essenciais a serem enfrentadas, na largada do atual governo, é apresentar uma proposta de reforma política que reestabeleça a cláusula de barreira. Não é possível você administrar o Brasil com a complexidade das decisões que temos que tomar com 25 partidos na Câmara e também esse número excessivo de partidos no Senado Federal. A cláusula de barreira, voto distrital misto, fim das coligações proporcionais possibilitariam um ambiente parlamentar muito mais adequado. (R7)

O outro lado: FHC, Lula, Aécio, Nardes, Itaú… falam sobre as denuncias de Pedro Correa

O outro lado: FHC, Lula, Aécio, Nardes, Itaú… falam sobre as denuncias de Pedro Correa

Notícias Poder Política

O jornal Folha de São Paulo afirma que, apesar das revelações, há pouca prova documental apresentada pelo ex-parlamentar. Pedro Corrêa, depois de uma longa negociação, deve começar a prestar depoimentos e a apresentar as provas que tem a partir da semana que vem.

Augusto Nardes afirmou ao jornal que o envolvimento de seu nome na delação é “uma retaliação pela oposição que fazia dentro do PP. Diz que foi candidato independente e não contou com o apoio de Pedro Corrêa, na época presidente do partido”.

O senador Aécio Neves declarou à Folha que Andrea Neves, irmão dele, não conhece e jamais teve contato com Pedro Corrêa. O senador também enfatizou que repudia as falsas acusações mais uma vez repetidas sem indícios que possam minimamente comprová-las.

Ao tomar conhecimento da citação envolvendo a compra de votos na emenda de reeleição em seu governo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso classificou o relato como “ridículo”.

O presidente do Itaú, Roberto Setúbal, disse ao jornal que fica “profundamente indignado” ao ver o nome do pai dele, Olavo Setúbal, “absurdamente envolvido em uma história sem comprovações”. Setúbal disse que ele era um homem absolutamente ético e que tem  convicção de que jamais se envolveu em nada parecido com o que, covardemente, o ex-deputado descreveu. Setúbal declarou ainda ao jornal que o pai dele não participava de qualquer atividade politico partidária desde 1986 e que não há nenhum indício de que essa história possa ter fundamento.

O Instituto Lula disse que não comenta falatórios e “quem quiser levantar suspeitas provas em relação a Lula que apresente provas”.

A defesa de Pedro Corrêa não quis se manifestar. (JG)