RS: Ana Amélia fará extensão do Estado em Brasília. Ex-Senadora tomou posse como secretária de Relações Federativas e Internacionais

RS: Ana Amélia fará extensão do Estado em Brasília. Ex-Senadora tomou posse como secretária de Relações Federativas e Internacionais

Destaque Notícias

A secretária de Relações Federativas e Internacionais, Ana Amélia Lemos, tomou posse do cargo na manhã desta quinta-feira (7), no Salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini. A ex-senadora se comprometeu a estabelecer, em Brasília – onde funcionará a Secretaria –, uma extensão do governo do Estado.

O governador Eduardo Leite lembrou que, além do compromisso de ajuste fiscal, o RS assumiu uma agenda de desenvolvimento. Para dar fôlego às relações com o governo federal na busca de investimentos, de ressarcimentos de dívidas e na negociação de acordos, Leite destacou o trabalho de Ana Amélia.

“A presença de uma mulher conhecida e respeitada, com uma rede de relações, trará uma grande contribuição ao RS, não só nas articulações com o governo federal, como nas trocas com organizações internacionais e com outros países”, disse o governador.

PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 07/03/2019 - Governador Eduardo Leite participou na manhã dessa quinta-feira (07), da cerimônia de posse da secretária de Relações Federativas e Internacionais, Ana Amélia Lemos. Fotos: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini
Ana Amélia disse que equipe será pequena, mas irá produzir muito – Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

Leite também ressaltou o compromisso da secretária com o interesse público. “Ao aceitar nosso convite, Ana Amélia mostra que sua participação na política não serve só para ocupar um espaço”, ponderou.

Além da renegociação da dívida dos Estados com a União, pauta que Ana Amélia já vinha articulando antes mesmo de tomar posse, assuntos considerados prioritários para o RS serão tratados com atenção pela pasta.

“A Secretaria terá responsabilidade de compartilhar, com os demais secretários, todas as demandas do Estado, não só as conhecidas, como a renegociação da dívida, a Lei Kandir e a Reforma da Previdência, mas demandas na área da agricultura, da indústria, dos serviços e da saúde”, citou a ex-senadora.

Negociação internacional

O primeiro compromisso de Ana Amélia, já na próxima semana, será um encontro com o embaixador do Chile, Fernando Schmidt Ariztía, a fim de garantir um ambiente favorável às negociações entre o país e o Estado.

Natural de Lagoa Vermelha, Ana Amélia cumpriu mandato de senadora nos últimos oito anos e concorreu à vice-presidência da República na chapa do candidato Geraldo Alckmin. Formada em Comunicação Social pela PUCRS, Ana Amélia trocou o jornalismo, depois de 40 anos na área, pela política.

Em 2010, conquistou uma cadeira no Senado pelo RS. Foi escolhida melhor senadora de 2017 no prêmio Congresso em Foco e a melhor parlamentar entre os 594 senadores e deputados em 2017 e 2018 pelo Ranking dos Políticos. No Senado, presidiu a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária. É autora de cinco leis e uma emenda constitucional.

Ana Amélia recebe alta no Hospital Geral de Caxias do Sul

Ana Amélia recebe alta no Hospital Geral de Caxias do Sul

Agenda Destaque Saúde Vídeo

A senadora Ana Amélia recebeu alta hoje pela manhã no Hospital Geral de Caxias do Sul, onde estava internada desde ontem em função de uma  crise hipertensiva.

A senadora fazia uma visita ao município, quando sentiu um mal-estar.  Ana Amélia deve retornar ainda hoje para Brasília e o roteiro de visitas pelo Estado como candidata a reeleição para o Senado deve ser retomado nos próximos dias.

Confira aqui o vídeo de agradecimento que Ana Amélia gravou pelo atendimento recebido.

 

 

Senadores gaúchos favoráveis ao impeachment de Dilma admitem também levar Temer a julgamento.

Senadores gaúchos favoráveis ao impeachment de Dilma admitem também levar Temer a julgamento.

Destaque Poder Política

Em dia de mais uma decisão dos senadores sobre a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), os gaúchos que já abriram o voto pelo afastamento definitivo da petista reconhecem que denúncias recentes também podem levar ao afastamento do interino, Michel Temer (PMDB). Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, Lasier Martins (PDT) e Ana Amélia Lemos (PP) foram questionados sobre a incoerência de manter no poder um presidente e ministros acusados de receber propina em caráter pessoal. As denúncias foram feitas por executivos da Odebrecht em delações premiadas à Operação Lava Jato, nessa semana.

Ana Amélia defendeu que, se confirmada a tendência de afastamento definitivo de Dilma, Temer também seja investigado e julgado pelos parlamentares. “A minha régua para Dilma é a mesma para o Temer. Encerrado o afastamento definitivo da Dilma e entrando um processo sobre julgamento de Temer, eu penso que tem de ser o mesmo julgamento e o mesmo rito. Eu não posso ter um tipo de avaliação sobre um. Quem cometeu delito é igual perante a lei. Se os dois cometeram, os dois têm de pagar”, afirmou.

Lasier Martins admitiu que o momento é constrangedor para os senadores e defendeu que Temer também seja afastado. “Tudo é crime. Tem tudo o mesmo peso. Concorre contra Dilma que ela cometeu o mesmo crime de que é acusado o Temer. E, uma vez eleita, cometeu pedaladas e créditos complementares. Estamos diante de situação constrangedora, inegavelmente. O ideal seria que o tribunal, lá adiante, julgasse, e também afastasse o presidente que vai assumir”, sustentou.

Se Temer for julgado e também tiver mandato cassado antes das próximas eleições, cabe ao Congresso Nacional conduzir eleição indireta do próximo presidente do Brasil. Mesmo assim, os adversários de Dilma mantêm o argumento de que ela cometeu crimes de responsabilidade. Lasier corre risco, inclusive, de ser expulso pelo PDT por votar pela admissibilidade do processo de impeachment.

Já o senador gaúcho Paulo Paim (PT) aproveitou as delações premiadas contra Temer para reforçar o discurso em defesa de Dilma. Paim foi um dos primeiros senadores a falar na tribuna, no início da tarde, na sessão que define se a presidente eleita vai a julgamento definitivo. ”Não tem como eu não falar nesse assunto. Foram R$ 37 milhões pagos em propina ao presidente, ao chefe da Casa Civil (Eliseu Padilha) e ao ministro de Relações Exteriores (José Serra). Pelo outro lado, não há prova de crime de responsabilidade. Os principais jornais do mundo dizem que a presidenta, por exemplo, não foi acusada de corrupção e as regras estão nas mãos de homens que estão sendo acusados”, defendeu.

Ao contrário de Lasier e Ana Amélia, Paim entende que a votação definitiva sobre o afastamento de Dilma ainda está indefinida, já que os apoiadores da petista dizem contar com 30 votos e os adversários com 60, sendo que há 81 senadores aptos a votar. Enquanto hoje o processo deve ser aceito por maioria simples — 41 votos ou mais —, serão necessários 54 votos para o impeachment no julgamento final, previsto para o final do mês. (Rádio Guaíba)

Ana Amélia diz que já há votos suficientes para impeachment de Dilma

Ana Amélia diz que já há votos suficientes para impeachment de Dilma

Destaque Entrevistas Poder Política Vídeo

A Comissão Especial do Impeachment aprovou nesta quinta-feira (4) o relatório favorável ao julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff. O próximo passo é a votação do relatório no plenário do Senado.
Dilma é acusada de editar decretos para liberar dinheiro sem autorização do Congresso, e de ser responsável pelas chamadas pedaladas fiscais, como ficaram conhecidos os atrasos dos pagamentos do governo ao Banco do Brasil. Entrevistei a Senadora Ana Amélia sobre a estratégia para confirmar o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff nas duas próximas votações no Senado.

Governo Temer: Ana Amélia NÃO deve assumir Ministério da Agricultura

Governo Temer: Ana Amélia NÃO deve assumir Ministério da Agricultura

Negócios Notícias Poder Política

Apesar de vários sites estarem incluindo o nome de Ana Amélia Lemos para ocupar a pasta da Agricultura, ela tem garantido a interlocutores que se convidada não aceitará o cargo.  Nos últimos dias,  Ana Amélia tem conversado com lideranças gaúchas e nacionais do agronegócio e repetido a eles que pretende completar  o mandato no Senado. Dois ex-ministros estão cotados para a vaga, o gaúcho Francisco Turra e Roberto Rodrigues.

Deputados e Senadores do PP desmentem presidente nacional e exigem reunião do Diretório para discutir saída do governo Dilma

Deputados e Senadores do PP desmentem presidente nacional e exigem reunião do Diretório para discutir saída do governo Dilma

Direito Notícias Poder Política

Integrantes da bancada do PP na Câmara e no Senado rebateram as declarações do presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI), de que o grupo pró-impeachment decidiu cancelar a reunião das duas bancadas, prevista para esta quarta-feira, por ter constatado insuficiência de votos para romper com o governo.

“Temos que deixar bem claro que o que nós estamos aguardando é a marcação de uma reunião do Diretório Nacional, de maneira extraordinária, porque conseguimos mais de um terço de assinaturas, conforme prevê o estatuto, para que ela seja convocada e decidir a permanência ou a saída do governo”, esclareceu o deputado federal gaúcho Jerônimo Goergen.

O parlamentar lembrou que, quando o grupo anunciou a intenção de ingressar em juízo para pedir a data do encontro, Nogueira os chamou para uma conversa e definiu uma reunião com as duas bancadas para deliberar. “Nosso grupo posicionou claramente e formalmente que reunião de bancada não é o fórum competente para decidir uma posição partidária. Por isso nós pedimos o cancelamento da reunião para evitar que ela fosse usada, independente do quórum que tivesse, para manifestar o apoio ao governo e mantivemos nosso pedido da reunião do diretório”, acrescentou.

Jerônimo salienta, ainda que o anúncio feito pelo presidente nacional é inválido, uma vez que não houve deliberação partidária. Pelo menos 22 dos 52 deputados da bancada e quatro dos seis senadores progressistas assinaram o requerimento solicitando a reunião extraordinária do Diretório Nacional.

Pela manhã, Ciro Nogueira anunciou que o partido vai permanecer na base de apoio de Dilma, pelo menos, até a conclusão do processo de impeachment na Câmara. Sobre a reunião de hoje, ele alegou que um levantamento preliminar apontou que, “dos 57 votantes, mais de 40 queriam a permanecia do partido na base”. O senador disse, porém, que ainda não sabe se vai liberar a bancada para se posicionar como quiser na votação do impeachment, e acrescentou que essa decisão ainda precisa ser discutida.

Nogueira também negou que a decisão tenha sido tomada em troca de um espaço maior no governo que pode incluir até o Ministério da Saúde. Durante a tarde, o presidente do PP gaúcho, Celso Bernardi, e a senadora Ana Amélia Lemos emitiram notas também contestando as decisões do comando nacional. Confira abaixo:

Celso Bernardi – Presidente do PP-RS

Mais uma vez faltou bom senso ao presidente Ciro Nogueira. Ao contrário, agiu de maneira arbitrária ao se recusar convocar o diretório para deliberar a posição do partido. Quis transformar uma reunião da bancada federal em órgão deliberativo do conjunto da sigla. Para o presidente Ciro Nogueira, o coletivo partidário é menor do que a convivência interesseira com o governo federal, reduzindo nossa agremiação a interesses paroquiais.

Senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS)

Sobre as decisões anunciadas nesta quarta-feira pela presidência nacional do Partido Progressista, esclareço que mantenho meu posicionamento pelo afastamento do PP do governo liderado pelo PT, com a devolução imediata dos cargos. Essa foi a posição tomada por 24 parlamentares em documento entregue, recentemente, ao presidente da sigla, senador Ciro Nogueira.

Reafirmo meu posicionamento em defesa do impeachment da Presidente da República, Dilma Rousseff, em tramitação na Câmara dos Deputados. Defendo que essa seja a atitude adotada pelos parlamentares do PP.

Sobre as decisões do presidente do PP, entendo que o foro adequado para essa deliberação é a convenção nacional, com a presença dos membros do diretório, espalhados por todo o País, e que representam o anseio das bases.

Reitero meu posicionamento em defesa do impeachment e pela definição, como exige o estatuto partidário, de uma data para a convenção, visando uma decisão que represente a vontade da maioria. (Rádio Guaíba)

Lasier e Ana Amélia pedem voto aberto na sessão de Delcídio

Lasier e Ana Amélia pedem voto aberto na sessão de Delcídio

Notícias Poder Política

Os Senadores Lasier Martins (PDT/RS)  e Ana Amélia acabam de pedir que a sessão do Senado Federal tenha voto aberto.

E pelo que eu entendi, minha interpretação. Infelizmente, eles não foram claros. Ok! O momento não é esse. Agora estão deliberando sobre voto aberto ou fechado. Eles na minha opinião, deram a entender que querem que a decisão do STF seja respeitada pelo Senado e que a justiça possa seguir investigando o Senador Delcídio Amaral (PT/MS) com o parlamentar preso. Delcídio foi preso hoje pela manhã e está na carceragem da Polícia Federal em Brasília. A prisão foi embasada por uma gravação apresentada pelo filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em que o senador oferece R$ 50 mil por mês para a família dele e mais um plano de fuga para que Cerveró deixasse o país. O objetivo de Delcídio era evitar que o ex-diretor fizesse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.