Domingos Montagner, de ‘Velho Chico’, morre aos 54 anos.  Ator paulistano morreu nesta quinta-feira (15) em Sergipe. Ele estava acompanhado de Camila Pitanga quando foi tomar banho de rio; do G1

Domingos Montagner, de ‘Velho Chico’, morre aos 54 anos. Ator paulistano morreu nesta quinta-feira (15) em Sergipe. Ele estava acompanhado de Camila Pitanga quando foi tomar banho de rio; do G1

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Domingos Montagner como o personagem Santo, da novela 'Velho Chico' (Foto: Pedro Curi/TV Globo)
Domingos Montagner como o personagem Santo, da novela ‘Velho Chico’ . Foto: Pedro Curi/TV Globo

O ator Domingos Montagner, o Santo da novela “Velho Chico”, da TV Globo, morreu nesta quinta-feira (15). Ele gravou cenas de “Velho Chico” na parte da manhã, em Alagoas. Após o término da gravação, ele almoçou e, em seguida, foi tomar um banho de rio.

Durante o mergulho, não voltou à superfície. A atriz Camila Pitanga, que estava no local, avisou à produção, que iniciou imediatamente as buscas pelo ator. Helicópteros do Grupamento Tático Aéreo, Policia Militar, Corpo de Bombeiros e pescadores da região ajudaram nas buscas.

Nesta semana, a novela também teve cenas gravadas em Piranhas (AL).

Domingos Montagner e Camila Pitanga como os personagem Santo e Tereza, durante gravações da novela 'Velho Chico' (Foto: Caiuá Franco/TV Globo)
Domingos Montagner e Camila Pitanga como os personagem Santo e Tereza, durante gravações da novela ‘Velho Chico’ Foto: Caiuá Franco/TV Globo

Paulistano, Montagner tinha 54 anos. Ele começou sua carreira artística trabalhando no teatro e em circos. Ele atuou em treze programas de TV, entre séries e novelas, além de nove filmes. Alguns papéis de destaque foram o Capitão Herculano Araújo de “Cordel Encatado” (2011) e o presidente Paulo Ventura de “O brado retumbante” (2012).

Ele também chamou atenção como o Zyah de “Salve Jorge” (2012) e João Miguel de “Sete Vidas (2015). O ator estava no ar como o Santo de “Velho Chico” (2016).

Montagner conta, em seu site oficial, que iniciou sua carreira no teatro, através do curso de interpretação de Myriam Muniz, e no Circo Escola Picadeiro.

Em 1997, formou o Grupo La Mínima, com Fernando Sampaio. A Noite dos Palhaços Mudos, de 2008, lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator. Em 2003, criou o Circo Zanni, do qual foi diretor artístico.

O primeiro papel na TV foi no seriado “Mothern” (2006), do GNT, canal da TV por assinatura. A estreia na Globo foi também em seriados: “Força Tarefa”, “A Cura” e “Divã”. A primeira novela, “Cordel Encantado”, foi em 2011. No ano seguinte, estreou no cinema, com uma participação no longa “Gonzaga – de Pai Pra Filho”, de Breno Silveira.

Veja a lista com os principais filmes, novelas e seriados da carreira de Domingos Montagner

TV
“Mothern” (2008)
“Força tarefa” (2010)
“A cura” (2010)
“Divã” (2011)
“Cordel encantado” (2011)
“O brado retumbante” (2012)
“Salve Jorge” (2012)
“Joia rara” (2013)
“Sete vidas” (2015)
“Romance policial – Espinosa” (2015)
“Velho Chico” (2016)

Cinema
“Gonzaga, de pai para filho” (2012)
“A grande vitória” (2014)
“Através da sombra” (2015)
“De onde eu te vejo” (2016)
“Vidas partidas” (2016)
“Um namorado para minha mulher” (2016)

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Cultura Notícias Vídeo

Conhecido por sua parceria no cinema com Terence Hill, o ator italiano de western spaghetti Bud Spencer faleceu aos 86 anos, nesta segunda-feira em Roma – anunciou sua família. “Temos a grande tristeza de anunciar que Bud partiu para sua última viagem”, tuitou nesta segunda à noite a família Pedersoli, o sobrenome verdadeiro do ator, nascido em Nápoles, em 31 de outubro de 1929. “Tchau, Bud Spencer. Todos nós te amamos muito”, tuitou o chefe do governo italiano, Matteo Renzi.

O ministro da Cultura, Dario Franceschini, homenageou “um grande intérprete do nosso cinema, que desenvolveu uma longa carreira, foi capaz de divertir gerações inteiras e conquistar o publico com seu grande profissionalismo”.

Carlo Pedersoli nasceu no bairro napolitano de Santa Lúcia, no seio de uma família abonada. Seu pai, originário de Bréscia, era um homem de negócios. Em 1940, a família se mudou para Roma. Lá, Carlo se destacaria por sua capacidade como estudante e como um excelente nadador.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a família emigrou para o Rio de Janeiro, onde Carlo abandonou seus estudos e fez trabalhos ocasionais, entre eles pedreiro e bibliotecário. De volta a Roma retomou a natação, com a qual chegou a obter sete títulos nacionais, enquanto fazia pequenos papéis no cinema, entre eles em “Quo Vadis” e em “Adeus às armas”.

Casado com a filha de um produtor cinematográfico, filmou já com 38 anos seu primeiro western spaghetti em 1967: “Dio perdona, Io no”, traduzida em alguns países como “Deus perdoa, eu não”. Para este filme havia decidido mudar seu nome artístico, adotando Bud Spencer, em homenagem à cerveja do mesmo nome e ao ator Spencer Tracy.

Seu grande sucesso europeu e latino-americano veio com o filme de 1970 “Meu Nome é Trinity”, onde interpreta o papel do gigante com coração de ouro, que sempre defendia as viúvas e os órfãos, batendo forte, mas sorrindo ao mesmo tempo.

Filmou seu último filme, “Cantando dietro i paraventi” (“Cantando atrás do para-brisas”), em 2004, e nas eleições regionais de 2006 foi candidato a um cargo pelo partido de Silvio Berlusconi. Desde então, havia quase se retirado da vida pública. (AFP/Correio do Povo)